<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340</id><updated>2011-06-08T02:36:30.658-04:00</updated><title type='text'>Do outro lado das teclas</title><subtitle type='html'>Uma história a quatro mãos, separadas por um mar.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>MCV</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>59</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108932525771184637</id><published>2004-07-08T18:20:00.000-04:00</published><updated>2004-07-08T18:20:57.710-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não prometeu. Achou que não era necessário prometer...&lt;br /&gt;Ficou mudo e ela a esperar emudeceu também.&lt;br /&gt;O que fazer quando o silêncio chega?&lt;br /&gt;Qual atitude tomar? Há que dizer sobre o vácuo, a não existência?&lt;br /&gt;É preciso alguma manifestação, ou, o nada fala pelo tudo?&lt;br /&gt;Era o vazio completo. O tempo parou. Não ventava. Não havia ruídos.&lt;br /&gt;Parecia, enfim, que entraram numa espécie de fluido aonde o tempo, o som, o ante e o depois já não tivessem mais significado algum.&lt;br /&gt;O esquecimento rompera as barreiras do amor e se instalara entre dois seres que se adoravam.&lt;br /&gt;Havia espaço para aquilo? Para aquele silêncio?&lt;br /&gt;Espaço... Engraçado quando se fala do espaço para se definir a ausência.&lt;br /&gt;Os momentos são mesmo esquisitos e as palavras, muitas vezes, não conseguem mesmo expressar o vácuo.&lt;br /&gt;Ficaram ali não se sabe por quanto tempo. Para Ela pareceu uma eternidade. &lt;br /&gt;Esperando que ele prometesse o que ela mais queria ouvir:&lt;br /&gt;A certeza de perpetuar o que é imperpetuável – com a licença do neologismo.&lt;br /&gt;Sempre soubera que o amor dura para sempre, mas, quanto é o para sempre?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108932525771184637?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108932525771184637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108932525771184637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_07_04_archive.html#108932525771184637' title=''/><author><name>Brasilia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03830039060746369179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108770508386862349</id><published>2004-06-20T00:15:00.000-04:00</published><updated>2004-06-20T00:18:03.866-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Num sei. Tu que és bom de mapas. Eu sou meio perdida de direções, sabes disso. Riu.&lt;br /&gt;E eu num sei... Menina perdida...&lt;br /&gt;Perdida, mas louca por ti.. Vem cá... Vamos aproveitar. Deixa o amanhã exatamente aonde ele tem que ficar: no a – m – a – n – h – ã!&lt;br /&gt;Disse isso já se jogando nos braços dele. Pendurou-se em seu pescoço e arrastou-o para o quarto.&lt;br /&gt;Mas... e a hora? Num tens que ir?&lt;br /&gt;Tenho, claro... mais tarde! Deixa que do relógio cuido eu e de mim cuidas você.&lt;br /&gt;Beijaram-se. Ela adorava a forma como ele a beijava. Tinha um carinho que ela reconhecia como o mais belo que ela já experimentara. O desejo dela era permanecer ali infinitamente. Sentia-se segura ao seu lado. Sentia-se completa. Esperara por séculos para encontra-lo. Tinha, agora, medo de perde-lo.&lt;br /&gt;Ela assustara-se, sim com o telefonema de São Paulo. Sabia de suas amizades pela metrópole e receava que ele partisse para encontrar as amigas queridas. Não gostava de transparecer, mas morria de ciúmes. Aliás, não gostava do ciúme, lutava contra ele e se odiava por deixar transparecer seu desconforto com a presença das outras...&lt;br /&gt;No meio do abraço, afastou-o ...&lt;br /&gt;Mas... vais a São Paulo?&lt;br /&gt;Mas, isso, de novo?&lt;br /&gt;Num consigo tirar da minha cabeça, fica me martelando...&lt;br /&gt;Vou, num disse que vou. Vamos!&lt;br /&gt;Mas, quando eu poderei ir contigo? Minha vida nessa correria...&lt;br /&gt;Vamos quando puderes ir e pronto! Oras, para com essas coisas. &lt;br /&gt;Desculpe, sou mesmo uma boba... Infantil...&lt;br /&gt;Então, vem cá, minha boba. Dá cá outro beijo que agora, eu que digo: de ti cuido eu. Quero aproveitar ao máximo esses nossos momentos juntos. Afinal, como tu mesmo disseste: sabemos que não depende de ti estar sempre por aqui.&lt;br /&gt;Ela não o beijou, ao contrário, abraçou-o. Um abraço apertado. &lt;br /&gt;Queria segura-lo para sempre. Ali, nos braços dela. Sofria com o medo da perda. Ao mesmo tempo em que sempre se declarara errante em seus passos sentimentais, não queria deixa-lo partir. &lt;br /&gt;Meu amor, adoro você, muito mesmo, demais da conta, viu? Promete para mim que nunca esquecerás disso. Promete vai..&lt;br /&gt;E preciso prometer?&lt;br /&gt;Promete, por favor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108770508386862349?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108770508386862349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108770508386862349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_06_20_archive.html#108770508386862349' title=''/><author><name>Brasilia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03830039060746369179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108673634679219230</id><published>2004-06-08T19:12:00.000-04:00</published><updated>2004-06-08T19:12:26.793-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>São Paulo? 11 é São Paulo?&lt;br /&gt;É.&lt;br /&gt;Estranho. Muito estranho. Talvez engano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim?&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Não acredito, compadre! Tás em São Paulo...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Vieste sozinho?&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Ah ah ah. Sim, lembro-me.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Pois é.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Estou. &lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Não, homem, não dá. Agora não dá.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Negócios, claro. Importantíssimos.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Ah ah ah. Não, não posso.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Gostava. Já te disse que sim. Já tínhamos falado nisso.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Atão anda cá ver. Vês logo do que é que se trata.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Não, homem.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Aí, talvez. Talvez de fim de semana.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Não, de avião. Claro.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Sim. Um Chevrolet Celta.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;É, é uma espécie de Corsa.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Não, não dá. Mas eu telefono-te. A gente combina qualquer coisa.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Atão vá, grande abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ih, que olhos são esses?&lt;br /&gt;Se bem entendi, o senhor veio a negócios. Pode me dizer que negócios?&lt;br /&gt;Posso apenas dizer que são importantíssimos.&lt;br /&gt;Sei. E mandou seu amigo vir verificar. O quê? O negócio?&lt;br /&gt;Sim, o negócio. &lt;br /&gt;Olha lá!&lt;br /&gt;Agarrou-a e disse-lhe ao ouvido:&lt;br /&gt;Neste negócio, ninguém dá palpite a não sermos nós, ainda não percebeu?&lt;br /&gt;Então que coisa é essa de avião, de final de semana...&lt;br /&gt;Não podemos ir um final de semana ao Rio Grande do Norte?&lt;br /&gt;Para me mostrar para o seu amigo?&lt;br /&gt;Ok. Se é assim que você pensa, não vamos.&lt;br /&gt;Mas afinal, o que ele queria?&lt;br /&gt;Ah, uma velha promessa nossa de viajar pelo sul de carro. &lt;br /&gt;Ele tá indo?&lt;br /&gt;Sim. Falou com o meu irmão antes de vir, soube que eu estava cá e agora estava a desafiar-me.&lt;br /&gt;E você não vai? Isso não é promessa?&lt;br /&gt;Já sabe que não. Você não acabou de me dizer que vinha todos os dias?&lt;br /&gt;É. Se eu puder. Sabe que nem tudo depende de mim.&lt;br /&gt;Sei. Por isso perguntei. &lt;br /&gt;Então não vai?&lt;br /&gt;Não. Ouviu o que eu disse ou não?&lt;br /&gt;Tá.&lt;br /&gt;Agora me dá uma sugestão para hoje. A onde apontarei o Celta?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108673634679219230?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108673634679219230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108673634679219230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_06_06_archive.html#108673634679219230' title=''/><author><name>MCV</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108669578358851221</id><published>2004-06-08T07:50:00.000-04:00</published><updated>2004-06-08T07:56:23.586-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Venho, claro que venho, virei todas as noites a te assucrinar, a chatear-te e impedir-te o sono. Claro, ainda tens dúvida? Não largo do teu pé. Quando eu te disse, vem, não estava de brincadeira. Não acreditavas, não é mesmo. No fundo, tinhas sérias dúvidas se eu realmente te queria por essas terras e, mais, se iria desejar que aqui ficasses para sempre...&lt;br /&gt;Para sempre?&lt;br /&gt;É, para sempre. Sonho, não posso? Não posso sonhar?&lt;br /&gt;Disse isso, curvando-se sobre ele. Estava nessa hora, escanchada sobre o tronco dele. Ele deitado na cama, ela com as duas pernas traspassadas pelo seu tórax, apoiada em seus próprios joelhos. Beijou-o. Um beijo molhado, úmido, melado de desejo.&lt;br /&gt;Ele, num movimento rápido, inverteu a história. Rodopiou num golpe parecido com os que os judocas costumam dar em seus adversários na hora de virar o jogo, a luta, e colocou-a, agora, sob seu domínio. Agora, era ele que se escanchava sobre ela...&lt;br /&gt;Queres que eu fique aqui, para sempre? Como, se me contas sempre que aqui tu não ficarás para sempre. Que um dia irá ‘abrir o gás’ e irá ‘cair na estrada’? Bonito, falares agora de fincar raízes..&lt;br /&gt;Ela riu descompromissadamente. Risada solta, farta. Risada que era típica de sua natureza.&lt;br /&gt;Ora, ora... está me pondo à prova?&lt;br /&gt;Não, etou repetindo tuas palavras...&lt;br /&gt;Pois bem, quero que fiques, sim. Que fiques até o momento da gente, de nós dois , ouviu? De nós dois partirmos errantes... Não sei se te interessa, não sei nem se dará certo, não sei, basicamente, não sei, mas, desejo imensamente estar contigo... Nesse primeiro dia sozinhos um do outro, afastados um do outro, senti saudade, intensa, profunda. Saudade de tocar-lhe, de estar contigo ao alcance de meus toques. Sentia isso quando só te espreitava do outro lado da tela, do mar... Sinto agora muito mais fortemente porque, agora – repito -, agora já te toquei, já te provei, já te amei muito mais e, melhor, nesse mundo real. Mundo que tem cheiro, tem tato, tem gosto... Como haveria, agora, que já provei do fruto, deixar que partisse...&lt;br /&gt;Não, tu não vais, ficarás aqui, comigo, se tiver que partir, será comigo, ao teu lado. A partir de hoje, não és mais um homem livre. Estarás submetido aos meus domínios. Me apossei de ti. Pronto, é isso, tomei posse. Sou uma grileira, invadi... Era uma sem terra... Sem terra no terreno das paixões.. encontrei meu canto, não largo. Me desculpe, faço-te prisioneiro se preciso for...&lt;br /&gt;Ele ouviu tudo atentamente... Não acreditava no que ouvia. Estava mesmo falando sério? Tinha suas dúvidas ainda e, de mais a mais, alguém livre como ele, não haveria de se prender totalmente e incondicionalmente daquela forma à uma pessoa. Olhava para ela e refletia enquanto ouvia suas palavras...&lt;br /&gt;Foi quando tocou o telefone... O celular dele...&lt;br /&gt;Quem poderia ser, perguntaram-se os dois. Quem teria o número do celular dele.&lt;br /&gt;Correu para atender... Foi quando viu no visor... Prefixo onze... São Paulo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108669578358851221?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108669578358851221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108669578358851221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_06_06_archive.html#108669578358851221' title=''/><author><name>Brasilia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03830039060746369179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108610258630268258</id><published>2004-06-01T11:09:00.000-04:00</published><updated>2004-06-01T11:09:46.303-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Uma cadeira de dentista...&lt;br /&gt;O que disseste?&lt;br /&gt;Uma cadeira de dentista... é o que me vem à cabeça.&lt;br /&gt;Cadeira de dentista? Não estou entendendo...&lt;br /&gt;Você me faz lembrar uma cadeira de dentista!&lt;br /&gt;O QUÊ? – primeiro foram as duas almofadas, depois murros, depois... bem depois, ela estava debruçada sobre ele agitando o braço direito mais uma vez, sem cuidar do risco que corria, ao se exibir de peito aberto.&lt;br /&gt;Larga-me, pára!&lt;br /&gt;Mas ele se servia dos frutos desbocadamente. Avidamente, como se a noite tivesse sido apenas um prenúncio de festa.&lt;br /&gt;Olha as horas!&lt;br /&gt;Cale-se e me beije.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é? Ainda bebe café comigo?&lt;br /&gt;Só se fôr rápido. Tenho que ir pegar os meninos.&lt;br /&gt;Claro. Café. Café. Café. Estou na terra do café e não beberia os meus cafés. Ah, mas espera. A máquina. Lembra da máquina? &lt;br /&gt;Pois é. Até comprámos café.&lt;br /&gt;Então, se arruma que eu vou tratar do cafézinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora me conta, o que é que você queria insinuar com essa coisa de cadeira de dentista?&lt;br /&gt;Ah, ah, ah. Não se esqueceu dessa?&lt;br /&gt;NÃO! Claro que não.&lt;br /&gt;Eu depois lhe conto, é uma longa história.&lt;br /&gt;Sei. Teve uma namorada dentista, tá me comparando à cadeira...&lt;br /&gt;Qué isso? Ficou boba? Não. É uma história muito diversa. Eu lhe conto esta noite.&lt;br /&gt;Ah, já tá garantindo a minha presença?&lt;br /&gt;Não. Estou apenas reclamando, mas também sei que essas noites não vão ser sempre assim. &lt;br /&gt;Pois é. A vida real.&lt;br /&gt;Não sei se é a vida real. Sei que é o tal paradoxo da liberdade. O seu caminho não é livre como o meu. E o meu só é livre enquanto não tiver compromissos...&lt;br /&gt;Mas você não é livre. Nem pensa. Nem imagina. Nem sonha. Só pode andar por aí mas nada de frescura, viu?&lt;br /&gt;Eh eh. O mosquito à volta da luz. O errante agarrado ao Km 0. Mas há uma coisa que você me poderia dizer. É se esta noite vem ou não...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108610258630268258?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108610258630268258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108610258630268258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_05_30_archive.html#108610258630268258' title=''/><author><name>MCV</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108605839900894772</id><published>2004-05-31T22:52:00.000-04:00</published><updated>2004-05-31T22:53:19.006-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Rodou ainda por algumas horas a reconhecer o território que exploraria pelos próximos dias. &lt;br /&gt;Estava mesmo matando o tempo. Esperando dar as horas de voltar, retornar ao 405 e esperar por ella. &lt;br /&gt;Já passavam das sete da noite quando enfiou a chave na fechadura e girou devagar para não fazer alarde. Estava voltando de um dia de jornada pelas estradas da terra de dom Bosco e, pela primeira vez, entrava no 405 sozinho. Sabia que não a encontraria ali, não naquele momento, por isso, não havia mesmo pressa de chegar.&lt;br /&gt;Foi o tempo de entrar em casa e fechar a porta e o telefone tocou. O celular...&lt;br /&gt;É você? Está aonde? Já chegou?&lt;br /&gt;Ela encheu-lhe de perguntas, estava ansiosa para saber como tinha sido o dia dele. O primeiro dos dois afastados... &lt;br /&gt;Calma menina, calma... Estou bem. Andei por aí, Perambulei por vários cantos e agora estou de volta. Acabei de chegar...&lt;br /&gt;Acabou de chegar! Mas, já está escuro... Tentei falar com você no celular mais cedo. Não atendia, dava a mensagem de que estava fora de área. Essas operadoras estão mesmo uma m...&lt;br /&gt;Calma, não se ‘avexe’ estou de volta, estou cá e louco para tomar um banho e descansar. Vou tomar meu banho e me deitar...&lt;br /&gt;Deitar!! Vais te Deitar?&lt;br /&gt;Sim por que não?&lt;br /&gt; Mas, não sabes que irei até aí?&lt;br /&gt;Como? Não me disseste nada!&lt;br /&gt;Mas, te digo agora. Meu irmão vem para cá. Vai olhar os meninos para mim. Vou depois que eles dormirem. Tu sabes bem o horário, depois das dez. Está tarde para ti?&lt;br /&gt;Como tarde? Se eu ficava até quatro, cinco, seis, oito da manhã! Quando estávamos um de casa lado das teclas. Não te lembras, já esqueceste?&lt;br /&gt;Ela riu...&lt;br /&gt;Claro que não meu amorzinho, mas, é que não quero perturbar, atrapalhar..&lt;br /&gt;Atrapalhar? Lá me vem você de novo com essas manias de achar que está me atrapalhado. Sabes bem por que estou aqui, nessa tua terra? Ou não te contei. Não te disse por que vim? &lt;br /&gt;Ela riu novamente...&lt;br /&gt;Claro que sei, claro que sei...&lt;br /&gt;Ele não viu, mas ela fez muxoxo...&lt;br /&gt;Então, toma teu banho que lá pelas dez estarei por aí...&lt;br /&gt;Agora, sou eu que pergunto, menina: não vai te atrapalhar a vida? Amanhã é dia de trabalho novamente...&lt;br /&gt;Ela interrompeu a frase dele:&lt;br /&gt;Páaara, pára com isso, sei bem o que estou fazendo.. acredite-me. &lt;br /&gt;Só mês espera, não se entregue a Morpheu antes de eu entrar...&lt;br /&gt;Beijos&lt;br /&gt;Beijos.&lt;br /&gt;Desligou o telefone...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deu nem tempo de ele abrir a porta....&lt;br /&gt;Ela pulou em seus braços... Beijaram-se, olharam-se, tocaram-se&lt;br /&gt;Parecia que havia séculos que não se viam...&lt;br /&gt;Senti tanto a tua falta.. não parei de pensar em ti... Deixa-me ver-te direitinho... estás bem?&lt;br /&gt;Estás com a carinha cansada.. dirigiste muito, não foi? Olha, pega leve, não deixe  que as estradas te consumam. Lembra-te que, na volta, terás ainda a mim para enfrentar....&lt;br /&gt;Disso, não esqueço nunca, minha menina.&lt;br /&gt;Sua menina...&lt;br /&gt;Beijaram-se com desespero... O desespero de quem não quer que acabe nunca. Dos amantes que se esperam, se sonham e se desejam em todos os momentos do dia. Amantes, namorados, apaixonados...&lt;br /&gt;Adoro você, sabia! Gritou ela, pendurando-se com as duas pernas enlaçadas na cintura dele...&lt;br /&gt;Ele carregou-a até o quarto...&lt;br /&gt;Amaram-se com nunca, como da primeira vez, como de todas as vezes....&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108605839900894772?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108605839900894772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108605839900894772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_05_30_archive.html#108605839900894772' title=''/><author><name>Brasilia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03830039060746369179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108533303854079014</id><published>2004-05-23T13:23:00.000-04:00</published><updated>2004-05-23T17:47:24.660-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Pousou os artigos essenciais sobre o banco como sempre fazia.&lt;br /&gt;Mapa, caderninho preto, esferográfica.&lt;br /&gt;Maço de tabaco no tablier. Ready for action.&lt;br /&gt;Ah, faltava a máquina fotográfica.&lt;br /&gt;Uma daquelas descartáveis chegava.&lt;br /&gt;E o telemóvel. Comprar um chip ou um telefone. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora é que vou saber como são as estradas aqui.&lt;br /&gt;Ia andando sem norte, melhor dizendo com um rumo nordeste.&lt;br /&gt;Já tinha passado por Sobradinho. Continuou pela estrada. Planaltina.&lt;br /&gt;Circulou. Apeou-se.&lt;br /&gt;Foi pelo café, ouviu os circunstantes.&lt;br /&gt;Errou pelas ruas, com a máquina no bolso. O que menos queria era ter ar de turista.&lt;br /&gt;Sempre que andava ao deus-dará, tinha a consciência de que perdia lugares históricos.&lt;br /&gt;Isso acontecia em Portugal. Haveria de acontecer aqui.&lt;br /&gt;Nunca fora por folhetos, por propaganda, por motivos culturais. Andava ao sabor das marcas na paisagem. Às vezes, atrás de temporais. Tinha só que ter a noção das horas a que o sol de punha. Aqui mais bruscamente do que lá. A noite não lhe servia de muito para ver coisas e podia colocá-lo dentro de alguma cratera na estrada.&lt;br /&gt;Rodou de novo, agora para leste. Formosa. Mais uma vista de olhos, os locais parecem-se uns com o outros.&lt;br /&gt;Meia-volta.&lt;br /&gt;Contornou Brasília pelo nascente. DF 130.&lt;br /&gt;Depois por sul. BR 251.&lt;br /&gt;Horas de almoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um repasto, não resistiu.&lt;br /&gt;Pegou no telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brincadeira parva. Ela ficou triste e desconsolada. &lt;br /&gt;Pegou de novo no telefone.&lt;br /&gt;“Sim? Mas afinal que número é esse? Tem celular?”&lt;br /&gt;“Claro. Comprei um chip da TIM.”&lt;br /&gt;“Ah. Mas e o telefone? Tinha um?”&lt;br /&gt;“Claro. Tenho um telefone que aguenta qualquer chip GSM.”&lt;br /&gt;“E o que me vai dizer? Que afinal só volta no final da semana?”&lt;br /&gt;“Que ao cair da noite, estarei arrumando o carro na garagem do prédio. Só isso!”&lt;br /&gt;“Não vai se mandar? Por essas estradas, no tal do caracoroísmo?”&lt;br /&gt;“Não. Ficarei lá no apartamento, sairei para jantar só ou acompanhado e voltarei para descansar. Tenho dormido pouco, sabe?”&lt;br /&gt;“Ah sim? Não me diga!”&lt;br /&gt;“É. Noites perturbadas. Muito sonho. Pouco descanso.”&lt;br /&gt;“Sonho? Tem sonhado muito?”&lt;br /&gt;“Tenho. O que é pior, é o que o sonho parece bem real... fatigante, sabe?”&lt;br /&gt;“FATIGANTE?”&lt;br /&gt;“Sim, uma fadiga boa, depois de tanto sonhar acordado...  e às vezes até um pesadelo em cima de mim. O pior é que fico querendo mais. Mais sonhos e mais pesadelo...”&lt;br /&gt;“Ah é? Eu lhe digo que pesadelo. Me aguarde.”&lt;br /&gt;“Ah, aguardo sim. Ficarei lhe aguardando. Agora você sabe o número. Qualquer coisa me liga. Vou rodar mais um pouco até escurecer.”&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108533303854079014?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108533303854079014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108533303854079014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_05_23_archive.html#108533303854079014' title=''/><author><name>MCV</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108515974070818830</id><published>2004-05-21T13:12:00.000-04:00</published><updated>2004-05-21T13:15:40.706-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ela parou o carro em frente a locadora. Se olharam. Não disseram muita coisa um ao outro. Sabiam que não havia o que ser dito. Sabiam que pouco sabiam do que seria a rotina até o próximo encontro. Sabiam que queriam uma coisa e teriam que fazer outra.&lt;br /&gt;É... Disse ela.&lt;br /&gt;É... Respondeu ele.&lt;br /&gt;Então, vamos? &lt;br /&gt;Vamos... Retomar a vida e você descobrir seus caminhos do lado de cá das teclas...&lt;br /&gt;Olharam-se. Ele passou a mão pelos cabelos dela. Fez carinho em seu rosto e ela beijou sua mão, fechando os olhos e sentindo a tristeza de ter que partir.&lt;br /&gt;Com as duas mãos, ele emoldurou o rosto dela, aproximou-a de si e beijou-lhe aboca. Beijaram-se, abraçaram-se. Apertaram-se. Não queriam se separar... não queriam....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ficou na locadora de carro e ela seguiu seu destino. Naquele momento, retomava a vida. Naquele momento, os destinos deles novamente se separavam. Aconteceu, já, no século passado, quando (sem saber) foram jogados cada um em um continente. com o script pronto para se (re)encontrarem no dia em que as teclas aproximariam as distancias e tornaria o mundo separado por um clique apenas.&lt;br /&gt;Ela sentiu um vazio, uma saudade (já) contida do futuro que não sabia como seria. Aliás, sabia sim. Sabia que parte dos sonhos cedia, naquele momento, lugar à realidade. Era a triste constatação de que sonhos são apenas sonhos. Podem ser vividos, realizados, mas não são tão perenes. Há sempre a hora em que o despertados toca e somos acordados.&lt;br /&gt;Ela seguiu direto para o trabalho. Chegou lá ainda sob os efeitos do fim-de-semana. Ainda estava fora da realidade. Ainda sentia o cheiro das noites juntos, o sabor dos beijos, a ternura dos toques. Ainda tinha consigo os momentos...&lt;br /&gt;Bom dia...&lt;br /&gt;Bom dia...&lt;br /&gt;Seguiu em frente, foi até a sua mesa e começou a pensar...&lt;br /&gt;Ligou o computador. Olhou a hora: 9h da manhã. Pensou que ainda teria o dia inteiro até que se encontrassem de novo. Sentiu saudades. quis ligar. Lembrou que ele não tinha celular. Teria que resolver isso imediatamente. Ele tinha que ficar localizável. Como não pensou nisso antes? Como deixou ele solto, nas terras do Planalto Central, sem nenhum número de comunicação? Sentiu um desespero. Queria falar com ele e não podia. Teria que esperar... Resignou-se...&lt;br /&gt;Aos poucos, o dia foi tomando o seu rumo natural. Ela foi se envolvendo com seus roteiros, suas edições, suas matérias. Enfim, dia normal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alô....&lt;br /&gt;Alô! aonde vocês está. São quase três horas!&lt;br /&gt;es horas da tarde e só agora você me liga? O que houve? Está bem? Já almoçou?&lt;br /&gt;Calma... calma, menina.. Riu.&lt;br /&gt;Estou bem, está tudo bem, aluguei o carro e já andei por alguns caminhos desta cidade. Estou aqui na saída sul da cidade. Acho que vou pegar a estrada um pouco. Vou sentir os caminhos dessa sua terra. Não sei se volto hoje. Se ficar tarde, durmo em alguma cidade. Te dou notícias...&lt;br /&gt;Como assim? Como vai sair assim? Num volta hoje? Não vamos nos ver hoje?&lt;br /&gt;Calma menina, estarei sempre em contato. Ligo da próxima parada. ADORO VOCÊ!!!&lt;br /&gt;E, desligou....&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108515974070818830?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108515974070818830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108515974070818830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_05_16_archive.html#108515974070818830' title=''/><author><name>Brasilia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03830039060746369179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108507877392519800</id><published>2004-05-20T14:45:00.000-04:00</published><updated>2004-05-20T14:46:13.926-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Então falamos de um círculo com centro na Rodoviária. Não é ali o Km 0? Andarei preso ao poço, como dizia Saint Exupéri. Uma corda presa a esse marco imaginário, não me permitirá mais do que um certo círculo máximo? É isso?&lt;br /&gt;Mais ou menos.&lt;br /&gt;Ou como os mosquitos à volta da luz...&lt;br /&gt;Lá tá você...&lt;br /&gt;Ao menos um café tomamos, não?&lt;br /&gt;Claro.&lt;br /&gt;Ah, e já agora deixa-me numa agência de aluguer de automóveis, pode ser?&lt;br /&gt;Claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, já pensou no rumo que vai tomar?&lt;br /&gt;Ainda não. Provavelmente as primeiras voltas serão de exploração. Navegação à vista. Uma espécie de caracoroísmo nas encruzilhadas. Faço isso muito lá na nossa terra.&lt;br /&gt;Nossa terra?&lt;br /&gt;E não é? Não é nossa? Você veio de lá em peças e só foi montada aqui. Tal como antes, nossas pré-peças vieram por esse mediterrâneo fora e ali se montaram. Somos todos de todo o lado. O homem em cada avanço se mistura, em cada permanência se apura.&lt;br /&gt;E em cada recuo?&lt;br /&gt;Em cada recuo, uma derrota. Definitiva ou não.&lt;br /&gt;Então você não vai recuar...&lt;br /&gt;Não, todas as manobras serão para vante. Nada de máquinas à ré.&lt;br /&gt;Huuum, tá certo.&lt;br /&gt;Já terminou? O café, claro.&lt;br /&gt;Já. Vamos?&lt;br /&gt;Vamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, it’s the end of the line.&lt;br /&gt;O QUÊ?&lt;br /&gt;Então, estou vendo ali Aluguel de Automóveis.&lt;br /&gt;PÁRA!&lt;br /&gt;Eu? Ainda nem tenho o carro, já quer que eu trave?&lt;br /&gt;Não. Quero que você não suma.&lt;br /&gt;Não se preocupe, vou rodar por aí. Como farei para ver-te? Isto é, ver-te-ei ainda hoje? Amanhã? No outro dia? Você é que tem que me dizer. Eu tenho todo o tempo do mundo, ou pelo menos todas as horas de Brasília...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108507877392519800?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108507877392519800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108507877392519800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_05_16_archive.html#108507877392519800' title=''/><author><name>MCV</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108489461972708824</id><published>2004-05-18T11:31:00.000-04:00</published><updated>2004-05-18T11:36:59.726-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sabiam que o dia logo estaria rompendo e com os primeiros raios do sol viria o compromisso de retomar a vida. Ela sabia que logo teria que partir. Seguir para sua casa, reassumir seus horários. &lt;br /&gt;E ele, como ficaria? Não queria ir, queria prolongar o tempo, congelar o momento... Não era possível, sabia disso. &lt;br /&gt;O coração apertadinho com a proximidade da hora de partir. Os dois se olhavam. Não queriam dormir. Queriam aproveitar esses instantes antes dela ter que sair para o seu mundo. &lt;br /&gt;Daqui a pouco, terei que ir. Disse ela.&lt;br /&gt;No horizonte, o céu avermelhava-se com a luz do sol rompendo a manhã.&lt;br /&gt;sei disso, sei disso, minha menina... &lt;br /&gt;O que você vai fazer enquanto eu estiver fora?&lt;br /&gt;Ainda não sei. vou atrás de um carro para alugar, vou consultar os mapas. Vou traçar meu plano de viagem...&lt;br /&gt;Viagem? Vais viajar?&lt;br /&gt;Pois claro. Ou achas que ficarei aqui, neste apartamento o dia todo, a espera do retorno de minha ama?&lt;br /&gt;E não vai?&lt;br /&gt;Não!&lt;br /&gt;Ela emudeceu. Sentiu-se renegada, colocada em segundo plano. &lt;br /&gt;Coisas dela, se sentir assim. Não tinha nada a ver. Ela sabia que era justo que ele saísse, conhecesse, ganhasse as estradas - nem que fosse, em princípio - as  mais próximas de Brasília.&lt;br /&gt;Eu entendo meu amorzinho, claro que entendo. Estou sendo egoísta e, de mais a mais, meu dia é mesmo cheio de compromissos. Saio agora para trabalhar e provavelmente só voltarei no fim do dia, com os meus filhotes, e aí vem toda aquela correria: dever-de-casa, jantar, banho, cama...&lt;br /&gt;Enquanto ela pronunciava todas aquelas palavras que os arremessavam para a realidade nua e crua, foram sentindo o real peso e a real distância que existe entre o querer e o poder, entre o real e o imaginário, o sonho e a realidade...&lt;br /&gt;Apertou-a contra o peito. Ela se aninhou mais e  mais em seus braços. Queria sentir o seu corpo, o seu calor, o seu cheiro. Queria levar as marcas dele com ela, durante todo o dia. &lt;br /&gt;Levantou a cabeça, meio inclinada, e olhou-o nos olhos. &lt;br /&gt;Adoro você, sabia, meu amorzinho?&lt;br /&gt;Aquilo que sempre lhe disse por meio das teclas, do outro lado do mar, lhe digo agora, olhando nos seus olhos. &lt;br /&gt;ADORO VOCÊ e...&lt;br /&gt;Nunca esqueça-se disto. Você é alguém especial na minha vida. Agradeço ao destino por, um dia, ter colocado você no meu caminho... Nas minhas estradas virtuais e, agradeço mais ainda, por um dia temos ousado e ultrapassado esse limite entre o real e a fantasia e termos nos descoberto, nos permitido. O que sinto por você é especial demais para se perder nas estradas do mundo real. Sempre lhe falei de meu destino errante. Pois bem, sou assim, sim. Mas, isso não impede que eu reveja o aspecto solitária. Você também é errante. Mais do que eu. Podes, até, assim o ser. Eu, não, não posso... ainda! &lt;br /&gt;Serei, serei quando for chegada a hora. Hoje, sabe, tenho tarefas a cumprir. Não sou tão solta. Tenho duas vidas para orientar e quero fazer o melhor possível. Mas, olha, não partas, não partas jamais... Por favor, prometa-me que volta, que vai ganhar os quilômetros dessa terra Brasilis, mas, que terá sempre como referência a volta. Volte para meus braços, eles sempre estarão por aqui a te aguardar. Aqui, bem onde começou o sonho de dom Bosco, entre os paralelos de 15º e 20º tal qual o sonho do idealizador.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108489461972708824?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108489461972708824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108489461972708824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_05_16_archive.html#108489461972708824' title=''/><author><name>Brasilia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03830039060746369179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108466781613505284</id><published>2004-05-15T20:36:00.000-04:00</published><updated>2004-05-15T20:36:56.136-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E beijaram-se, beijaram-se, rolaram, ela vestida ele não.&lt;br /&gt;Temos que dar um jeito nisso – dizia ela sorrindo e olhando para onde não devia.&lt;br /&gt;Tá esperando o quê? Ah, e mais, não fizemos uma aposta? Você não perdeu? Qualquer coisa com escravatura...&lt;br /&gt;Sei. Sei. Não sei se chegámos a fazer mas me dou como derrotada. Pode mandar.&lt;br /&gt;Ele mandou. Mandou como um rei de bom senso. Sábias ordens para que fosse obedecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amo, parece que me desempenhei da tarefa. E agora?&lt;br /&gt;Chega cá. Te darei mais trabalhos em seguida. Mas primeiro, encosta aqui.&lt;br /&gt;Ela encostou-se no peito dele, de cabeça à banda, num gesto muito dela.&lt;br /&gt;Diz-me. Em que pensaste enquanto gritavas aos passarinhos?&lt;br /&gt;No regresso das naus. No torna-viagem.&lt;br /&gt;Calculei. Temos três semanas para viver. Depois se verá o que acontece.&lt;br /&gt;É. Aproveitemos então.&lt;br /&gt;Eu estive pensando também nisso. Quando falavas que eras errante e solitária, não te passava pela cabeça encontrar alguém ainda mais errante do que tu, pois não?&lt;br /&gt;Não. Acho que não. Também não era a pensar em encontrar alguém que dizia isso. Se era solitária...&lt;br /&gt;Pois é. Mas não tanto assim. Não tanto errante, nem tanto solitária. Errante mas com compromissos. Solitária mas com família.&lt;br /&gt;É. Tenho meu trabalho, meus filhotes...&lt;br /&gt;Já eu tanto posso estar aqui como ali. Como dizia um amigo meu, chego quando chego, abalo quando abalo. Tenho lá a minha gente, pois tenho. Mas não responsabilidades imediatas. Mesmo o monte pode ser gerido à distância. Não há porcos para dar de comer, vacas para dar ração... Os graus de liberdade são inúmeros. Sempre fui avesso a compromissos, o que me conduz a um paradoxo.&lt;br /&gt;Paradoxo? Como assim?&lt;br /&gt;Sim. Paradoxo. Se não assumes compromissos para teres liberdade, essa liberdade serve-te para quê? Para assumir outros compromissos, certo? Ora se não os assumes, de que te serve a liberdade? &lt;br /&gt;E como é que fica, com essa conversa toda?&lt;br /&gt;Fica assim. Tu aqui, deitada no meu colo. Tá muito bom assim. Bom até demais.&lt;br /&gt;Demais? Nunca! Jamais! &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108466781613505284?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108466781613505284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108466781613505284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_05_09_archive.html#108466781613505284' title=''/><author><name>MCV</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108454824760178188</id><published>2004-05-14T11:20:00.000-04:00</published><updated>2004-05-14T11:24:07.600-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ela voltou quando o dia já se ia. O Céu azul avermelhado do Planalto Central emoldurava a vista.&lt;br /&gt;A porta entreaberta. Tal qual eles se prometeram que sempre deixariam. &lt;br /&gt;Entrou devagarinho, sorrateira, pé ante pé... Temia que ele ainda dormisse e não queria assustá-lo.&lt;br /&gt;Oi!&lt;br /&gt;Assustou-se (ela)&lt;br /&gt;Está acordado? Já?&lt;br /&gt;Já? Acordei-me faz horas. Não sabia onde estava, meio atordoado, procurei-te. Não encontrei. Fugiu-me, pensei. Senti a tua falta. Por onde andaste... Veja bem, não quero explicações. Quero apenas... não, não quero nada. Não precisas dizer nada. Estás em tua terra, tens os teus compromissos. Eu sou solto. Não os tenho...&lt;br /&gt;Páaaaara, falou ela num tom que já era familiar para ele. Aos poucos, ele começava a conhecer cada particularidade do jeito dela. A menina que aprendera a amar por meio das teclas já era familiar para ele e sentia como se a conhecesse de muito antes do próprio saber-se.&lt;br /&gt;Páaaaaaara, repetiu. &lt;br /&gt;Olha, fui dar uma volta. Minhas caminhadas, minha corrida, lembra? Saio de vez em quando para espairecer. Não queria te incomodar. Sabia que, se aqui eu ficasse, não deixaria que dormisse. Fui conversar com os passarinhos. Trocamos idéias, cheguei a assustá-los, gritando, com alarde, assustando a todos...&lt;br /&gt;Caminhou até ele. Ele estava sentado na poltrona, antiga, meio empoeirada até. Ela curvou-se em sua direção, apoiou as duas mãos uma em cada braço (puído) do móvel, chegou bem perto do rosto dele. &lt;br /&gt;Adoro você, sussurrou e beijou-lhe a boca. Bem calmamente, ternamente, com a saudade gostosa dos amantes que se separam por momentos que parecem intermináveis.&lt;br /&gt;Senti sua falta... Disse ela.&lt;br /&gt;sentiu? Ah, sentiu? E eu, o que digo?&lt;br /&gt;chhhhhhhhhhhhhhh..... disse ela, pedindo que não falasse. Encostou primeiro o dedo indicador nos lábios dele, em sinal de silêncio, depois, se aproximou mais ainda e beijou-o com se fosse a primeira vez que se encontravam depois de séculos separados pelo mar...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108454824760178188?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108454824760178188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108454824760178188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_05_09_archive.html#108454824760178188' title=''/><author><name>Brasilia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03830039060746369179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108447166707118113</id><published>2004-05-13T14:06:00.000-04:00</published><updated>2004-05-13T14:07:47.073-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Acordou sozinho. Onde é que estava?&lt;br /&gt;Aquela janela... não era de nenhuma das suas casas.&lt;br /&gt;Ainda tinha na cabeça o sonho.&lt;br /&gt;O jornal de 17 de Fevereiro? Para que raio quereria o jornal de 17 de Fevereiro? E o desta semana não havia...&lt;br /&gt;E depois o acidente encenado naquela curva em gancho a subir.&lt;br /&gt;Um carro azul petróleo, as mulheres carpindo, o filósofo à conversa e atirando garrafas surrelfadas à camioneta da Sagres, que já no ar se transformavam em formato borgonhês e continham branco de uma cooperativa?&lt;br /&gt;Não percebia nada do sonho. Estava num grande supermercado. Ou numa sala de baile de uma sociedade recreativa. No rescaldo do acidente. Familiares das vítimas. O filósofo bêbedo.&lt;br /&gt;E o jornal que não havia, mas o de 17 de Fevereiro mostrava a data, saindo do saco.&lt;br /&gt;Que raio?&lt;br /&gt;E ela?&lt;br /&gt;Onde foi?&lt;br /&gt;Chamou. Nada.&lt;br /&gt;E agora? Fugiu-me.&lt;br /&gt;Já não tinha sono, apesar de ter dormido pouco.&lt;br /&gt;Fugiu-me. Fartou-se de me aturar.&lt;br /&gt;Sentou-se na borda da cama, olhando a janela. Um rascante nos beiços.&lt;br /&gt;O céu azul e vermelho de novo. O dia murchava.&lt;br /&gt;Ela, nada.&lt;br /&gt;Percebeu agora que aquela cidade só rimava com ela, sempre com ela. Ela ali ao lado, dizendo disparates ou falando sério.&lt;br /&gt;Enroscados ou contemplando-se, absorvendo cada minuto do encontro.&lt;br /&gt;Mas já sabia que não iria ser sempre assim, cada um com a sua vida.&lt;br /&gt;Ele ali, total e completamente disponível pelo menos enquanto ali estivesse. Ela com a sua vida, os seus compromissos. Era de calcular.&lt;br /&gt;Por vezes, pensava que pouca gente vivia como ele, sem compromissos de nenhuma espécie, capaz de permanecer à deriva por meses e anos. Pelo mundo.&lt;br /&gt;Era um deslocado nos dias actuais, no corre-corre das coisas, da contabilidade dos sucessos, na arreganha das migalhas.&lt;br /&gt;Um homem de sorte, como sempre fora.&lt;br /&gt;E agora, esperava-a.&lt;br /&gt;Comprometia-se.&lt;br /&gt;Só queria que ela voltasse.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108447166707118113?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108447166707118113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108447166707118113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_05_09_archive.html#108447166707118113' title=''/><author><name>MCV</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108446575588551345</id><published>2004-05-13T12:24:00.000-04:00</published><updated>2004-05-13T12:29:15.886-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Pronto, agora, enquanto você descansa um pouco, vou dar uns telefonemas. Quero saber como estão os meus filhotes. Não falei com eles desde que você chegou...&lt;br /&gt;Ah....&lt;br /&gt;Não, não estou te acusando de nada, não começa. Estou apenas comentando.... Pára de pensar coisas...&lt;br /&gt;Não falei nada!&lt;br /&gt;Tá bom... Riu&lt;br /&gt;Então, vai... deita-te, dorme um pouco, cura esse seu estado 'molimoli', falou brincando.&lt;br /&gt;Ele se jogou em cima da cama. Desmontado...&lt;br /&gt;Ela, foi atrás... se jogou também, Ao lado dele. Olhou-o para maliciosamente...&lt;br /&gt;Não começa.... não começaaaaaaa....&lt;br /&gt;Ah, deixa vai? vem cá, me dá um beijo. Só umzinho, não vai fazer mal algum...&lt;br /&gt;Ô menina, deixa disso, Estou com sono, Te disse...&lt;br /&gt;Ah... tá bom! Disse ela fazendo muxoxo... &lt;br /&gt;mas, um beijinho vai, num vai?&lt;br /&gt;Tá bom.. Tá bom....&lt;br /&gt;Ela começou a beijá-lo lascivamente....&lt;br /&gt;Pára. Ele segurou suas mãos... Vai-te. Vai-te agora... Falou num tom o ríspido, rindo de canto de boca...&lt;br /&gt;Ela saiu... Fez climinha, abaixou a cabeça, mostrou-se sentida. Quando chegou á porta, virou-se rapidamente...&lt;br /&gt;Tchan!!! Gritou, tentando assustá-lo.&lt;br /&gt;Eu vou, mas, não te demoras nessa sua cochilada. Trata de te recuperar logo. Sou impaciente....&lt;br /&gt;Ela saiu. Ele se arrumou entre os travesseiros. Deitou a cabeça  e dormiu como os anjos...&lt;br /&gt;Ela ligou para os filhos. Falou animadamente com eles. eles contaram como estava sendo o fim-de-semana com o pai. Riram um das histórias do outro. Desligou o telefone. Olhou em volta...&lt;br /&gt;O que fazer, o que fazer??? pense rápido, pense rápido. Ela não sabia administrar o tempo. Sabia lidar com a falta de tempo, não com a sobra. E se eu arrumasse tudo por aqui?  &lt;br /&gt;Não, não era a parai dela...&lt;br /&gt;Saiu. Bateu a porta devagarinho para não acordá-lo e saiu.&lt;br /&gt;Estava feliz. Falava sozinha. Sorria para si. Olhava em volta e queria contar para todo mundo que estava feliz. Queria dizer o quanto adorava aquele que estava lá em cima no F 405. Queria voltar e pular em cima dele e começar tudo de novo. Queria segurá-lo, acreditar e provar para si mesma, sempre, que ele estava realmente 'Do lado de cá das teclas'. Tantos planos, tantos programas, tantas coisas a fazer. Tudo em turbilhão em sua mente. Pensava que era eterno. Queria que fosse. Foi nesse momento que recrudesceu. Pensou na partida. No momento em que ele teria que deixar a terra brasilis e pegar o caminho de volta. Ficou triste.&lt;br /&gt;Não, não quero isso! Queros que fiqueeeeeeeeeeeee!!! Gritou sozinha, no meio das árvores. &lt;br /&gt;Não parta! Fique! Aqui, ao meu lado. Se tiver que partir, parta ao meu lado, quando formos ganhar o mundo!!! Somos errantes. Fique, fique e fique!!! Repetiu, alto, assustando os passarinhos...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108446575588551345?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108446575588551345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108446575588551345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_05_09_archive.html#108446575588551345' title=''/><author><name>Brasilia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03830039060746369179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108438076149678911</id><published>2004-05-12T12:52:00.000-04:00</published><updated>2004-05-12T12:52:41.496-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Que moleza!!!&lt;br /&gt;Moleza? Como assim?&lt;br /&gt;Sim, molimoli. Sono. Também quem manda passar noites a discutir as actualidades?&lt;br /&gt;Não percebi. Onde e quando você passou noites a discutir as actualidades?&lt;br /&gt;Então não? Tem sido um debate constante, agitado, terrível...&lt;br /&gt;Ah é? Actualidades? Quer ficar já aqui, no meio da ponte? &lt;br /&gt;Sabe, é que encontrei uma jornalista, acho que ainda não lhe disse, aqui em Brasília que me tem convocado para debates sucessivos a horas impróprias... Nem sei mesmo se as minhas respostas têm sido satisfatórias...&lt;br /&gt;Tá brincando? Ou precisa de uns cafés?&lt;br /&gt;Boa. Me leva a um café. Um café expresso. É isso. Café, muito café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer o terceiro? Veja lá!&lt;br /&gt;Não. Tá bom assim, mesmo que o café seja daquelas coisas que não me tira o sono. Bebo dois e durmo em seguida.&lt;br /&gt;Quer ir dormir? É isso?&lt;br /&gt;Não. Desculpa. Acho que estou meio atordoado. A comida e o vinho caíram fundo. Onde é que já ia a pizza de ontem à noite...&lt;br /&gt;E então?&lt;br /&gt;Vamos embora. Vamos descansar o esqueleto.&lt;br /&gt;Ah é isso? Tá me dispensando?&lt;br /&gt;Não! Lá tá você. Não dispenso não. Já basta amanhã quando fôr trabalhar. Por falar nisso, onde é que alugo um carro aqui nesta terra? Não preciso ir ao aeroporto, pois não?&lt;br /&gt;Não. Eu já lhe indico um local. Tem que ser hoje?&lt;br /&gt;Não. Me indica o sítio que eu amanhã vou lá.&lt;br /&gt;Vamos então?&lt;br /&gt;Vamos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108438076149678911?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108438076149678911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108438076149678911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_05_09_archive.html#108438076149678911' title=''/><author><name>MCV</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108430638538304657</id><published>2004-05-11T16:09:00.000-04:00</published><updated>2004-05-11T16:15:28.743-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não, claro que não duvido. Sou assim sabes disso. Sempre soubeste, nunca escondi... Sou errante, mas quero muito que me acompanhes. Seja errante como sou. Vamos juntos. Mostre-me o seu país de cabo a rabo como se diz por aqui, na terra Brasilis.&lt;br /&gt;Também assim se diz no nosso país, ô menina. Esquece-te que falamos a mesma língua.&lt;br /&gt;Ela riu.&lt;br /&gt;Então, vamos, me leva, de recuo, até o carro. Ahhhhh.... que vento, que delícia. parece que atravessa o meu ser, a minh'alma...&lt;br /&gt;Caminharam até o carro. Antes de entrar, ele a pressionou contra o capô do Clio. &lt;br /&gt;Trouxe você até aqui, sã e salva, no meio de toda essa ventania, agora, prendo-te. És minha escrava, lembra?&lt;br /&gt;Ah, não vale. Isso foi uma aposta que fizemos de brincadeirinha.&lt;br /&gt;Brincadeirinha? Nada disso! Só não registrou-se em cartório. Mas, como se diz, a palavra tem que valer mais.&lt;br /&gt;A minha? Ah.. não te disse? &lt;br /&gt;E, começou a cantarolar....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;“Sou bandida, sou solta na vida&lt;br /&gt;e sob medida para os carinhos teus (...)&lt;br /&gt;Se acaso me quiseres, sou dessas mulheres que só dizem sim...&lt;br /&gt;Por uma coisa a toa, uma noitada boa&lt;br /&gt;num cinema e num butiquim (...)&lt;br /&gt;Meu amigo, se ajeite comigo e dê graças a Deus!!!”&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças a Deus! Gritou ele, levantando a cabeça e soando para o vento.&lt;br /&gt;Graças a Deus!!! Repetiu.&lt;br /&gt;Quero você assim, bem bandida, bem solta na vida. Sabe que não me importo. Sabe que te possuo. Não me provoques...&lt;br /&gt;Ah.. não provoco? Acha que não provoco? Se o melhor da história é mesmo provocar... Te provoco até o fim, sim!!!!&lt;br /&gt;Falo como se falava numa propaganda de refrigerante, na década de 80, aqui no BRasil:&lt;br /&gt;“Provoque a sede até não agüentar mais,&lt;br /&gt;Depois, acabe com ela com....”&lt;br /&gt;Estou com sede!!!! Mata a minha sede!&lt;br /&gt;Vem, entra no carro, vamos matar essa sede....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108430638538304657?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108430638538304657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108430638538304657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_05_09_archive.html#108430638538304657' title=''/><author><name>Brasilia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03830039060746369179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108420403237587227</id><published>2004-05-10T11:45:00.000-04:00</published><updated>2004-05-10T11:47:12.376-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Prrrrriiiiiiiiiiiii, prrrrrriiiiiiiiiiiiiiiii&lt;br /&gt;Qué isso, está querendo espantar os peixes?&lt;br /&gt;É. Esse é o famoso apito, digamos grito de chamada dos Renault Clio. Utilizo desde 1990. Já sei que obedecem, pelo menos os de matrícula portuguesa. Esse acho que não, temos um problema de sotaque e um regresso nessa ventania.&lt;br /&gt;Pois é, caminho de volta.&lt;br /&gt;Mas para você não se queixar, é fácil. Tá preparada para viajar às arrecuas?&lt;br /&gt;Eu, fazer esse caminho recuando? Jamais recuo. Olha lá, você não me conhece!&lt;br /&gt;Então anda cá! Vê? Assim se agarra a mim e vai retrocedendo, não recuando, nem retirando, protegida do vento. Isso, pode encostar a cabeça.&lt;br /&gt;Assim não chegamos nunca ao carro.&lt;br /&gt;Ah não? E está com muita pressa? Ajuda até a digestão.&lt;br /&gt;É! Pode ser...&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, te mostro como erramos juntos, como te levo contigo e como me levas também.&lt;br /&gt;Me beija!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pontes... Sabe que fui praticamente criado entre pontes? Vi elas crescendo no papel, a terra movimentada, as sondagens, o betão. E quase morria numa também...&lt;br /&gt;Morria?&lt;br /&gt;Sim. Um dia eu te mostro onde. Te mostrarei sim. Te mostrarei o nosso velho país de alto a baixo. &lt;br /&gt;Quer dizer que erraremos juntos?&lt;br /&gt;Você ainda duvida?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108420403237587227?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108420403237587227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108420403237587227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_05_09_archive.html#108420403237587227' title=''/><author><name>MCV</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108419816131482162</id><published>2004-05-10T10:06:00.000-04:00</published><updated>2004-05-10T10:09:21.313-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não fugia, não queria fugir...&lt;br /&gt;os caminhos se encontraram, as estradas se cruzaram, agora, era inevitável. Não sabia até quando.&lt;br /&gt;Quanto dura a felicidade?&lt;br /&gt;O tempo que for necessário para satisfazer a alma e acalmar o espírito. Ela perguntou e ela mesma respondeu.&lt;br /&gt;Estava feliz e não queria pensar em futuro.&lt;br /&gt;Estacionou o carro numa das pontas da Ponte JK. Admirava a obra. Gostava de ver aquela engenharia de construção de perto.&lt;br /&gt;Nunca atravessei essa ponte à pé, sabia? Confessou&lt;br /&gt;Como não, mas não moras aqui?&lt;br /&gt;Sim, moro, mas isso não quer dizer muita coisa. Nunca ouviste falar que as pessoas de um lugar são as que menos visitam sua própria cidade, sua própria memória? É a certeza da impunidade. Sei que essa ponte está aqui e estará até o fim dos meus dias, enquanto eu viver nessa terra. Pois bem, penso sempre que posso deixar para amanhã, que amanhã terei a ponte aos meus pés se assim eu o desejar.&lt;br /&gt;É isso acontece, muitas vezes, também, com as pessoas. Infelizmente, a falta de trato e o descuido das pessoas umas com as outras é resultado, inúmeras vezes, da certeza da impunidade. É saber que a pessoa ficará sempre ali, pode-se sempre deixar para amanhã, não partirá...&lt;br /&gt;Comigo, é diferente, estou sempre pronta para partir... Errante, lembra? Riu.&lt;br /&gt;É bem sei disso, menina, nunca escondeste esse seu espírito errante...&lt;br /&gt;Mas, olha, parto, mas levo-te comigo, posso? Me acompanha?&lt;br /&gt;Ainda tens dúvida? Não acreditas mesmo em mim?&lt;br /&gt;Acredito, claro... Puxou-o para perto de si, enlaçou-o ao pescoço com seus braços e disse:&lt;br /&gt;Acreditas em mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saíram a atravessar a ponte. De Ponta a ponta.&lt;br /&gt;O dia estava belíssimo. Um sol brilhante. O colorido do azul do lago, o branco dos arcos da ponte e o verde dos campos do Clube de Golfe ao fundo, emolduravam o momento.&lt;br /&gt;Ventava. No local, venta bastante. Não importa.&lt;br /&gt;Ela abriu os braços e se impregnou de vida...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108419816131482162?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108419816131482162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108419816131482162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_05_09_archive.html#108419816131482162' title=''/><author><name>Brasilia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03830039060746369179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108389352114889738</id><published>2004-05-06T21:31:00.000-04:00</published><updated>2004-05-06T21:39:14.546-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Bem, agora é com você. Me conduza por esses acepipes.&lt;br /&gt;Ah, e do que você gosta? Eu não sei.&lt;br /&gt;Eu também não. Mas não há petisco sem risco. E poucas são as coisas que eu não consigo comer.&lt;br /&gt;Esfomeadinho, hein? Olha lá!&lt;br /&gt;Deixa disso e escolhe. Escolhe o que te der na telha.&lt;br /&gt;Ok. Deixa ver.&lt;br /&gt;Olha, ontem foi dia de feijoada. Tutu com torresmo, frango com quiabo...&lt;br /&gt;Quer escolher?&lt;br /&gt;Não, estou só vendo a lista.&lt;br /&gt;Tá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, me dá licença? &lt;br /&gt;Para quê?&lt;br /&gt;Bzz bzz bzz bzz bzz&lt;br /&gt;O quê? Tá maluco? &lt;br /&gt;Não, agora cá. Vamos ver as vistas e depois...&lt;br /&gt;Vou lhe mostrar algumas coisas bem interessantes, vai ver.&lt;br /&gt;A ponte JK? Pode ser?&lt;br /&gt;Quer ver a ponte? Mas estivemos tão perto...&lt;br /&gt;Quero passar por cima dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui tem a ponte. Quer atravessar a pé?&lt;br /&gt;Quero. Você me espera do outro lado ou vai me largar aqui?&lt;br /&gt;Te espero. Do outro lado das teclas... eh eh.&lt;br /&gt;Agora é tarde. Os teclados se fundiram. Não adianta fugir.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108389352114889738?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108389352114889738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108389352114889738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_05_02_archive.html#108389352114889738' title=''/><author><name>MCV</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108367164115659608</id><published>2004-05-04T07:49:00.000-04:00</published><updated>2004-05-04T07:57:58.110-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ah... assim num vale. Se é de contar, conta logo.&lt;br /&gt;Não, claro que não. Estás dirigindo, não quero abalar a direção. Riu-se.&lt;br /&gt;Saíram na direção de Sobradinho e só quando estavam a meio caminho que ela percebeu. Começou a rir compulsivamente.&lt;br /&gt;O que foi, o que está acontecendo?&lt;br /&gt;Eu... Eu.... Ria mais e mais&lt;br /&gt;O que houve?&lt;br /&gt;Olha, acho que você já me conhece um pouco, mas, se ainda não percebeu, já adianto. Sou uma negação para caminhos e direções. Tu que estás sempre antenado aos mapas, direções etc, já te acostuma com minha falta de senso para caminhos e rumos. Já te disse: não tenho rumo e quando falo isso, falo sério. E ria mais e mais, com as palavras entrecortadas.&lt;br /&gt;Como assim? &lt;br /&gt;Como assim, não percebes? Errei o caminho. Estou totalmente fora do rumo para o Caminho da Roça. Ria-se mais. Só se for para a roçca do mato mesmo. Para o Restaurante, jamais... Ria.&lt;br /&gt;Ah, menina, não me diga. Você não tem mesmo jeito. Errou o caminho.&lt;br /&gt;Errei, errei e errei. Repetia e ria.&lt;br /&gt;Mas, qual é o caminho certo?&lt;br /&gt;Por aqui dá para ir, mas, é bem mais longe. O restaurante fica mesmo é para o lado da Esaf - Escola de Administração Fazendária. No Lago Sul! lembra-se da Ermida Dom Bosco? É por aquele caminho. Ali perto! Caramba! Que zero! Errei feio. Estamos no Lago Norte, do outro lado. E ria-se.&lt;br /&gt;Ele, riu junto. Começava a descobrir, mais: a confirmar, o jeito aparvalhado e desorientado dela.&lt;br /&gt;Bom, não importa, vamos, chegamos lá de qualquer jeito.&lt;br /&gt;Seguiram pela rota 10, 20 km, mais longe. &lt;br /&gt;Bom, assim conheces mais um pouco da terra de Dom Bosco, disse ela tentando amenizar o seu erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegaram ao restaurante já perto do hora do almoço e foi quando ela descobriu mais um fora de sua parte. O restaurante não tem &lt;i&gt;brunch&lt;/i&gt;. Não, definitivamente, ela estava reprovada como guia turístico.&lt;br /&gt;Mas, eu jurava que tinha &lt;i&gt;brunch&lt;/i&gt;. Repetia ela tentando justificar o erro. Mais esse erro.&lt;br /&gt;Minha menina, que importa se tem ou não &lt;i&gt;brunch&lt;/i&gt;? Já é mesmo hora do almoço, Almocemos, pois...&lt;br /&gt;Ela abaixou a cabeça. Estava desconcertada e divertia-se. Ria de si mesma...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108367164115659608?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108367164115659608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108367164115659608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_05_02_archive.html#108367164115659608' title=''/><author><name>Brasilia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03830039060746369179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108363134307240181</id><published>2004-05-03T20:42:00.000-04:00</published><updated>2004-05-03T20:46:27.936-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Bem, não sou assim tão desorientável...&lt;br /&gt;Sei, mas também não conhece a cidade.&lt;br /&gt;Não, claro que não. Mapas são mapas, andar, percorrer, ver é algo de muito diferente. Mesmo que às vezes os nossos sentidos nos preguem partidas... Sabe que os mapas mentais das pessoas são sempre distorcidos em relação à realidade?&lt;br /&gt;É?&lt;br /&gt;São. Faça essa experiência com alguém, num lugar qualquer, e veja. Brasília talvez não seja um bom exemplo, porque é uma cidade não-orgânica. O seu desenho em planta é conhecido. Mas em qualquer outro lugar, peça às pessoas que desenhem a planta da sua cidade e verá...&lt;br /&gt;Pois é, sempre construímos as nossas próprias referências de uma forma distorcida, subjectiva...&lt;br /&gt;E então, as referências que construiu de mim? Batem certo com a realidade?&lt;br /&gt;Sei, não...&lt;br /&gt;Então? Sou mais rectílineo ou mais curvo do que a minha imagem?&lt;br /&gt;Eh eh... Mais real. Muito mais real.&lt;br /&gt;E isso é bom?&lt;br /&gt;Claro que é bom. E você, que surpresa teve?&lt;br /&gt;Eu? Estou ainda mais encantado! Não deu para perceber?&lt;br /&gt;Hmmmmm... sei, não.&lt;br /&gt;Num sabe? Num sentiu? Num percebeu?&lt;br /&gt;Percebi, sim. Só que fico sempre com essa insegurança. Meu jeito.&lt;br /&gt;Sua boba, me dá um beijo.&lt;br /&gt;Olha lá, não vê que estou dirigindo?&lt;br /&gt;Então me leva logo para esse lugar. Quero segredar uma coisas no teu ouvido mas não quero acidentes...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108363134307240181?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108363134307240181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108363134307240181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_05_02_archive.html#108363134307240181' title=''/><author><name>MCV</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108359430743348866</id><published>2004-05-03T08:02:00.000-04:00</published><updated>2004-05-03T10:29:21.000-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Saíram... A manhã já ia alta. Na verdade, mais do que café-da-manhã, o dia exigia um &lt;i&gt;'brunch'&lt;/i&gt;. &lt;br /&gt;Era domingo, tinham tempo, não havia espaço para correria ou estresses. A ordem era mesmo aproveitar e se deleitar um com o outro, os dois com a cidade, com os momentos juntos.&lt;br /&gt;Vamos passar na rodoviária, antes...&lt;br /&gt;O quê, já vai me despachar?&lt;br /&gt;Ah.... lá vem você com essa de novo. Claro que não. Vou passar por lá para ver se acho o teu jornal. Não me disse que queria um jornal de sua terra. Pois é lá que há uma banca de revistas que vende jornais de todo o mundo. Claro que há de haver de Portugal...&lt;br /&gt;Na banca de revistas, procuraram... Jornal havia, mas não o do dia. &lt;br /&gt;Notícias de ontem, servem?&lt;br /&gt;Hummmm.. deixa ver...&lt;br /&gt;Moço, quando chega o jornal de hoje?&lt;br /&gt;No meio da tarde, disse o jornaleiro.&lt;br /&gt;Viu? Quer levar esse e depois passamos para comprar o outro, ou não?&lt;br /&gt;Hummmmm...&lt;br /&gt;Fala homem, fala alguma coisa...&lt;br /&gt;Vou esperar o da tarde... &lt;br /&gt;É, melhor assim. Porque haverá de querer saber das notícias, e de ontem!Estando do outro lado do mar. Esquece-te um pouco. Esta é a terra brasilis. Anda, vou comprar jornal daqui para que possa ler o que se passa na terra de Luis Ignácio.&lt;br /&gt;Saiu a comprar todos os jornais: O Globo, Folha de São Paulo, Correio Braziliense, revista Veja, Isto É, Época...&lt;br /&gt;Vai dar conta de ler tudo isso?&lt;br /&gt;Dar conta? Você pergunta se dou conta? Minha vida é isso: engolir as notícias... Riu&lt;br /&gt;Mas, terás tempo?&lt;br /&gt;Bom, aí é outra história. Por que, está me fazendo uma proposta diferente?&lt;br /&gt;Riram maliciosamente&lt;br /&gt;Ela pagou a conta, voltaram para o carro e se dirigiram para o &lt;i&gt;brunch&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Mas, esse não é o caminho para Sobradinho?&lt;br /&gt;Hummm... Já está se familiarizando com a cidade?&lt;br /&gt;Estudo mapas, lembra-te? Me interesso por rotas e esta aqui já conheço&lt;br /&gt;Hum, todo enturmado com a cidade, quase um candango...&lt;br /&gt;Num goza, estou apenas reconhecendo...&lt;br /&gt;Ah, entendo, vem cá, dá cá um beijo... Sabes que estou a brincar apenas. É que aqui tem um canto que é maravihoso para tomar café. Chama-se Caminho da Roça. As comidas são típicas da roça e é muito agradável. &lt;br /&gt;Eu sabia que perceberias que estávamos indo para o mesmo rumo de Sobradinho. Viu, já começo a te conhecer melhor... também...&lt;br /&gt;Falou isso, pousou a mão na perna dele, sorriu e mudou de marcha, acelerando o carro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108359430743348866?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108359430743348866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108359430743348866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_05_02_archive.html#108359430743348866' title=''/><author><name>Brasilia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03830039060746369179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108336920847610209</id><published>2004-04-30T19:53:00.000-04:00</published><updated>2004-04-30T19:57:47.716-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu disse costas, num disse?, ó malandro...&lt;br /&gt;E eu não estou esfregando as suas costas?&lt;br /&gt;E o que é isso aí, encostado em mim?&lt;br /&gt;O quê, não sei de nada...&lt;br /&gt;Ah não?&lt;br /&gt;Não!&lt;br /&gt;Assim... assim... eu não vou comer... (chuif)&lt;br /&gt;Não tá gostando do banho? Convidou, não convidou?&lt;br /&gt;Assim... assim... não... como... nada...&lt;br /&gt;E você acha que um homem é de ferro? Acha?&lt;br /&gt;Credo! Nem sei mais o que achar e acho... acho sempre.&lt;br /&gt;Então não me provoca... não se exibe... não me deixa no ponto...&lt;br /&gt;E o que é que eu fiz?&lt;br /&gt;Nada. Nada. Só me convidou para o chuveiro e se preparou para uma massagem lombar... só isso...&lt;br /&gt;Não pára. &lt;br /&gt;E paro como? &lt;br /&gt;Ah não, não pára mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok. Estou pronto. Agora vou conhecer Brasília à força...&lt;br /&gt;À força? Deixa de ser bobo.&lt;br /&gt;Claro que é à força. Sou levado sabe-se lá para onde...&lt;br /&gt;Para manjares, iguarias matinais...&lt;br /&gt;Tá, mas quero um sítio onde possa arranjar um jornal português em papel. Haverá? &lt;br /&gt;Não sei, acho difícil.&lt;br /&gt;Ah, então já tenho algo para lhe chatear... eh eh, vai ver só como posso ser chato!&lt;br /&gt;Venha daí e se deixe ir...&lt;br /&gt;Atrás de si, minha ama.&lt;br /&gt;Atrás, mas não tão atrás.&lt;br /&gt;Brincadeira... Vamos lá.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108336920847610209?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108336920847610209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108336920847610209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_25_archive.html#108336920847610209' title=''/><author><name>MCV</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108332897892674486</id><published>2004-04-30T08:35:00.000-04:00</published><updated>2004-04-30T08:47:17.060-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Viraram a noite, reviraram a noite! &lt;br /&gt;O dia logo raiava e os dois começavam a se redescobrir aos primeiros raios de sol. Estavam suspensos no tempo que, embora desejassem ardentemente eternizar, não parava. &lt;br /&gt;O tempo não para! Repetiu Ela num rompante, repetindo as palavras do poeta cazuza.&lt;br /&gt;Não para? Ah, não para? então, devemos fazer o quê? Correr para não perder o bonde da história?&lt;br /&gt;Não. Correr para não perder o café-da-manhã... Estou absolutamente faminta. Fico faminta. Adooooro comer.&lt;br /&gt;fica faminta é? Porque? POsso saber o que a menina tem feito para abrir o apetite?&lt;br /&gt;E não sabe? Tenho dormido, descansado, feito nada. Marasmo total... Ironizou.&lt;br /&gt;Está bem, está bem... Então, qual será a proposta para o dejejum? Um café em Sobradinho?&lt;br /&gt;Não, chega de Sobradinho, vamos a um lugar maravilhoso, onde poderemos nos refestelar nos prazeres da gula. Sou muito gulosa, sabia?&lt;br /&gt;Percebo que sim. Já estou a perceber que sim...&lt;br /&gt;Pois bem, anda, se arruma que já vamos sair. Quero ir bem cedo para aproveitarmos o dia.&lt;br /&gt;Ele puxou-a num golpe de braço e a trouxe para perto...&lt;br /&gt;Mas, já vamos, assim, tão rápido?&lt;br /&gt;Ela riu... Rápido?&lt;br /&gt;Estamos há quase 48 horas aqui...&lt;br /&gt;O que? Cansou? Já está contando o tempo para que eu vá? Eu sabia. Sabia que aqui chegaria e me diria... vá, anda, volta...&lt;br /&gt;Páaaaaaaara, quer parar? Por favor, não diga isso nem de brincadeira. Quero apenas que possamos sair um pouco, respirar o ar dessa manhã maravilhosa que se desenha no Planalto Central do Brasil. Vem, deixa de ser bobo. Agora, você, vamos.. vamos tomar um banho...&lt;br /&gt;Banho? Eu ouvi 'tomar um banho'?&lt;br /&gt;Páaaaaaara... Tô falando que é hora de se arrumar para sair, não de se desarrumar mais ainda e ficar....&lt;br /&gt;Ele riu. Ela saiu faceira, se dirigiu ao chuveiro.&lt;br /&gt;A água quente sobre seu corpo lhe fazia um bem tremendo. Ativava os poros, revitalizava as células que, nos últimos dias tinha se impregnado de desejo, amor e paixão... queria revigorar-se para, cada vez mais, se impregnar mais e mais da história, dos momentos, da vida um do outro...&lt;br /&gt;Vem, vem comigo, anda... Entra aqui, vem tomar banho comigo. Esfrega as minhas costas. Adoro massagem nas costas debaixo do chuveiro. Riu um risinho safado... Completou:&lt;br /&gt;É só um banho... Agora, será só um banho, mesmo, prometo.&lt;br /&gt;Ele entrou, não acreditava que sairiam dali tão cedo... &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108332897892674486?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108332897892674486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108332897892674486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_25_archive.html#108332897892674486' title=''/><author><name>Brasilia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03830039060746369179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108325064245178279</id><published>2004-04-29T10:57:00.000-04:00</published><updated>2004-04-29T11:01:38.966-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Violenta mas ternamente, se apoderou dela mais uma vez.&lt;br /&gt;E ela dele.&lt;br /&gt;Um desejo instante e avassalador tomava conta dos dois. Uniam-se, sentiam-se, entregavam-se em ritmo alucinante.&lt;br /&gt;Pairava no ar o aroma do sexo, do sexo desenfreado, ultralibidinoso.&lt;br /&gt;Como é que é possível?&lt;br /&gt;Possível?&lt;br /&gt;Sim. A gente ficava se provocando (lembra das alças?) sem saber das coisas, e agora é muito pior melhor do que poderíamos imaginar...&lt;br /&gt;Do m’lhó pió queah? Como você diz.&lt;br /&gt;Não goza.&lt;br /&gt;Esta mrrrrrrrda...&lt;br /&gt;Não goza.&lt;br /&gt;É pçível, é pçível, eh eh.&lt;br /&gt;Nããããão goooza!&lt;br /&gt;Hmmmm............ Seu monstro! Uuuuuuuuuuu...Esta mrrrrrrrda...&lt;br /&gt;Ah, é merda?&lt;br /&gt;Gozo. Gozo sim. E gozo muito. Não sabia que se podia gozar assim tanto com português... É pçível, é pçível!&lt;br /&gt;Te adoro, sabia?&lt;br /&gt;Sei. Sei, sim. Não duvido nem por um instante. E você duvida?&lt;br /&gt;Não. Claro que não, sua boba.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108325064245178279?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108325064245178279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108325064245178279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_25_archive.html#108325064245178279' title=''/><author><name>MCV</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108317090948876570</id><published>2004-04-28T12:43:00.000-04:00</published><updated>2004-04-28T12:52:44.860-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Se envolviam em sonhos, por vales, montanhas, planaltos...&lt;br /&gt;Sabiam que o tempo era mágico, que eternizava os momentos, mas,também que infelizmente, não parava. Tentavam agarrar os instantes com suas artimanhas... não conseguiam.&lt;br /&gt;O tempo escorria-lhes pelas mãos e logo logo o dia raiaria e o domingo se faria presente.&lt;br /&gt;Se envolveram um no outro. Ela, malandra, se pendurava nele...&lt;br /&gt;Me promete?&lt;br /&gt;Promete o quê?&lt;br /&gt;Anda, me promete antes mesmo de saber do que se trata...&lt;br /&gt;Como? Como posso prometer o que não sei nem o que é?&lt;br /&gt;Não confia em mim?&lt;br /&gt;Claro que confio, mas, isso não é o caso de conf...&lt;br /&gt;Ela interrompeu-o: então, me promete... Confia em Mim... Asseguro-lhe que não te arrependerás...&lt;br /&gt;Ele parou, fitou-a por alguns segundos, quase um minuto, e rendeu-se&lt;br /&gt;Está bem, prometo... Mas prometo com ressalvas.&lt;br /&gt;Não, sem ressalvas...É coisa boa, pode confiar... E olhou-o com uma carinha pidona, meio que implorando, pedindo para que confiasse nela...&lt;br /&gt;Está Bem PROMETO E SEM RESSALVAS, disse ele solenemente.&lt;br /&gt;Agora, anda, diz-me do que se trata...&lt;br /&gt;E não sabes ainda?&lt;br /&gt;Não, claro que não, pois não me disseste...&lt;br /&gt;Se não sabes, não digo... Brincou.&lt;br /&gt;Anda cá, menina, me fala logo, anda, fala, senão...&lt;br /&gt;Senão, o quê? Perguntou ela desafiadora e completou:&lt;br /&gt;Senão, me agarras, e me colocas de castigo? Qual será o castigo? Me submeter a tudo que seu mestre mandar? Ser tua escrava? Anda, me escraviza, me submete, vai... Não fiques aí só a olhar...&lt;br /&gt;Disse isso ajoelhando-se em frente a ele e levantando as mãos com os punhos cruzados, pedindo para ser (imaginariamente) algemada...&lt;br /&gt;Ora, menina, não fala assim, não brinca com essas coisas. &lt;br /&gt;Como não? Anda, me escraviza. Disse em tom desafiador: não tens coragem?&lt;br /&gt;Olhaaaaaaa....&lt;br /&gt;Anda!!!&lt;br /&gt;Nesse momento, ele curvou-se em direção a ela, agarrou seu braço de forma firme e num puxão trouxe-a para junto dele, levantando-a...&lt;br /&gt;Diga! Fala! Desafiava ela...&lt;br /&gt;Não me provoques. Falou ele com o olhar severo.&lt;br /&gt;Provoco, provoco, sim!&lt;br /&gt;Nesse momento, ele, com firmeza, passou os dois braços dela para trás e beijou-a com uma certa violência...&lt;br /&gt;Seu monstro! tentava ela se desvencilhar.&lt;br /&gt;Não é isso que queres? &lt;br /&gt;Seu monstro!&lt;br /&gt;Vem cá, anda... Me beija, faz o papel de escrava&lt;br /&gt;Seu monstro!&lt;br /&gt;Ela se debatia, enquanto ele beijava-a no pescoço, na nuca, descia em beijos pelo seu colo, pelos seus seios...&lt;br /&gt;Ela, com as duas mãos presas, ainda mantidas nas costas por ele, se contorcia...&lt;br /&gt;Ele, descendo pelo seu ventre, usou uma das mãos, enquanto a outra era mantinha as dela presas e inúteis.&lt;br /&gt;Você não presta, soube desde o princípio. Esbravejava...&lt;br /&gt;Ele, escorregando a língua pelo seu ventre, com a outra mão puxou-lhe a roupa e começou a beijar-lhe o umbigo... Descendo, descendo... &lt;br /&gt;Beijou-a, lambuzou-a. Ela, aos poucos, foi sentindo a força do momento entre suas pernas. Cambaleava, faltava-lhe agora firmeza para continuar de pé. Caiu de joelhos, deitou-se, abriu-se...&lt;br /&gt;Prometa-me que nunca vais partir, jamais... &lt;br /&gt;Prometa-me que me acompanhas, errante, me segues, me persegues...&lt;br /&gt;PROMETA, ANDA, PROMETA... Gritou num momento de tremor e gozo pleno...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108317090948876570?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108317090948876570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108317090948876570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_25_archive.html#108317090948876570' title=''/><author><name>Brasilia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03830039060746369179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108311282093248682</id><published>2004-04-27T20:40:00.000-04:00</published><updated>2004-04-27T20:44:35.483-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não vai ter entrevista?&lt;br /&gt;Não!&lt;br /&gt;Atravessei eu o mar para ser mais conhecido e nada? Nadica de nada?&lt;br /&gt;Que conhecido? Acha que vou dividir meu conhecimento com umazinha que seja?&lt;br /&gt;Não. A minha fama não precisa ultrapassar estas paredes... &lt;br /&gt;Pois então. Me fala do que quiser, me conta tudo, me envolve nos seus sonhos...&lt;br /&gt;Mais ainda? Já não lembra o que me fez sofrer, de 1 a 10? Lembra da escala?&lt;br /&gt;Ih! Lembro. Lembro, sim. Agora tá 8, não?&lt;br /&gt;Não, não, quieta!&lt;br /&gt;DEZ! DEZ! Eu sabia que trepava logo na escala!&lt;br /&gt;Trepava? Isso aqui não quer dizer algo mais?&lt;br /&gt;Eh eh, pense o que quiser...&lt;br /&gt;Pensar? Não são horas disso...&lt;br /&gt;NÃO?&lt;br /&gt;Claro que não. Quando é que você sai para trabalhar? Segunda pela manhã?&lt;br /&gt;É. Pouco depois das oito.&lt;br /&gt;Então terei que fazer os meus planos para a viagem...&lt;br /&gt;Viagem? Lá está você! Vai fugir?&lt;br /&gt;A viagem nossa, agora, aqui... aproveitando tudo, todo o momento, cada milésimo...&lt;br /&gt;Que planos? Precisa plano de voo, para voar?&lt;br /&gt;Acho que não. Sem plano, sem instrumentos de navegação...&lt;br /&gt;A cada beijo meu, você ganhará asas, sairá voando... no flight plans.&lt;br /&gt;O longo beijo, o quente beijo, a noite, os envolveu. &lt;br /&gt;Essa eternidade e esse momento fugidio...&lt;br /&gt;É... São...?&lt;br /&gt;Há pouco mais de um dia que nos encontrámos... veja só se não lhe parece já uma vida?&lt;br /&gt;Ih, tão pouco tempo e tanta coisa, anda cá, não me foge...&lt;br /&gt;Vou só buscar água. O vinho está a fazer efeito.&lt;br /&gt;É, tou de pilequinho...&lt;br /&gt;Tá nada. Anda cá você...&lt;br /&gt;E foram, pelos vales, pelas montanhas, pelos rios, planaltos...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108311282093248682?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108311282093248682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108311282093248682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_25_archive.html#108311282093248682' title=''/><author><name>MCV</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108298928709574906</id><published>2004-04-26T10:17:00.000-04:00</published><updated>2004-04-26T10:25:39.936-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Adoro ouvir suas histórias. Saber de sua vida, suas recordações...&lt;br /&gt;Me faz sentir-me parte integrante de sua vida. Sentir-me mais próxima de si... Imaginava, sempre, quando em minhas madrugadas a falar consigo, se algum dia realmente viveríamos esses momentos mágicos. Vejo que sim. Hoje, acredito que tomamos o nosso tempo, o necessário para sermos e estarmos aqui e agora. Ah.. menino, tens idéia do tanto que representas para mim?&lt;br /&gt;Disse isso olhando-o nos olhos. &lt;br /&gt;Olhavam-se assim, como que para a eternidade, como que para o sempre. &lt;br /&gt;Ela era forte - procurava ser, pelo menos -, mas não tinha como não se emocionar. Escorria-lhe uma lágrima, pelo canto do olho. Acontecia sempre quando sentia medo de perder o que ela nem sabia se seria eterno. Queria que fosse. Amava. Sempre se dissera errante, mas, amava e nada mais importava. Errantes, seriam os dois: juntos, acompanhando-se mutuamente.&lt;br /&gt;O que tens? Por que a lágrima?&lt;br /&gt;Estou feliz. Como disse, adoro saber de sua vida. Adoro sorver sua vida, seus conhecimentos, seus pensamentos. Me encantas com isso, bem sabes disso, não escondo...&lt;br /&gt;Olhavam ainda pela janela... O local todo escuro, apenas as luzes de fora, das ruas, e um barulho de carros a transitarem pelos eixos rodoviários da cidade asas. &lt;br /&gt;Puxou-o levemente pelo braço, segurando a sua mão. &lt;br /&gt;Vem. Disse.&lt;br /&gt;Aonde vamos?&lt;br /&gt;Não faço mais entrevista alguma... Descubro-te aos poucos. Revela-te a mim a cada momento. &lt;br /&gt;Tenho a curiosidade de saber de ti na medida certa. Quando comecei a me encantar por ti, me intrigaram as tuas palavras, o teu jeito de escrever, de expressar. Sentia-me, muitas vezes, perdida nas tuas entrelinhas e isso me fascinava. Me fascina desvendar-te. &lt;br /&gt;A mim? Estás certa do que falas? Riu-se&lt;br /&gt;Sim... Sim... Claro! &lt;br /&gt;Abriu os braços e rodou pelo cômodo.&lt;br /&gt;Sim... Sim... Claro! Repetiu&lt;br /&gt;Brincava com o espaço...&lt;br /&gt;Você me faz bem, me deixa à vontade. Vê como fico? Pareço uma boba. Estou boba sim. Boba de felicidade. &lt;br /&gt;Ele agarrou-a pela cintura...&lt;br /&gt;Então, vem cá sua boba, menina boba que eu adoro...&lt;br /&gt;Ela parou num tranco seu rodopio e deixou-se cair sobre Ele. Jogou os braços sobre os seus ombros e aproximou-se. Passou de seu rosto, avançou, chegou ao seu ouvido e sussurrou:&lt;br /&gt;(adoro vc)&lt;br /&gt;Falou baixinho, lentamente, pronunciando cada letra, exalando o calor de cada palavra, liberando o ar quente de seus pulmões. Repetiu uma, duas, três vezes...&lt;br /&gt;(adoro vc)&lt;br /&gt;(adoro vc)&lt;br /&gt;(adoro vc)&lt;br /&gt;Ele fechou os olhos, respirou fundo, sorveu as palavras, respirou o mesmo ar que ela exalava, expirava ao pronunciar as palavras mágicas. Impregnaram-se um do outro.&lt;br /&gt;Ele não resistiu...&lt;br /&gt;Ela não resistiu...&lt;br /&gt;queriam ocupar o mesmo espaço, contrariando as leis da física....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108298928709574906?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108298928709574906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108298928709574906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_25_archive.html#108298928709574906' title=''/><author><name>Brasilia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03830039060746369179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108272614339751003</id><published>2004-04-23T09:15:00.000-04:00</published><updated>2004-04-23T09:19:52.216-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Puxou-a e levou-a para perto da janela.&lt;br /&gt;Lá fora, a noite iluminada da cidade de João Bosco, de Kubitschek, de Lúcio Costa e de outros sonhadores.&lt;br /&gt;Vira em tempos projectos e sonhos para esta cidade.&lt;br /&gt;Longe, muito longe de se imaginar também nessa condição.&lt;br /&gt;Não falavam.&lt;br /&gt;Apenas parecia que ela lhe mostrava tacitamente o esplendor dessa empresa poucas vezes repetida na história do homem.&lt;br /&gt;Quem poderia saber o que diziam um ao outro sem palavras?&lt;br /&gt;Saberiam eles apenas que aquela hora, aquele instante seria continuamente repetido enquanto vivessem. Entrava-lhes na pele por todos os sentidos. &lt;br /&gt;Lembras-te de te ter falado numa janela, cem anos inteiros, que não mais verei?&lt;br /&gt;Ela lembrava-se e lembrava-se também da interrogação que essa frase lhe suscitara. Mas não o exteriorizou.&lt;br /&gt;Lembro. Estás a vê-la agora?&lt;br /&gt;Não, menina. Não mais a verei. Mas guardo-a sempre, sempre. Morrerei talvez debruçado nela.&lt;br /&gt;Era assim tão especial? O que se via de lá?&lt;br /&gt;Era muito especial, sempre foi. Lembras-te de eu te dizer que sempre apreciei as minhas coisas? Semprei gostei do que tinha, nunca aspirei a mais. Bastava-me conservá-las.&lt;br /&gt;Mas as coisas se perdem... se perdem as pessoas, as coisas, o tempo...&lt;br /&gt;É. Há porém coisas que não imaginamos perder.&lt;br /&gt;Não?&lt;br /&gt;Acho que não. Tenho a certeza. Nunca pensei perder aquela janela.&lt;br /&gt;E o que se via de lá? Campos, cidades, o mar?&lt;br /&gt;Não. Só um alto muro branco, o céu, um fio de telefone e muitos pardais ao nascer do dia. Era apenas isso o que eu via. Nada mais. Era tudo e tudo me bastava. Nenhuma janela das casas que possuo, algumas delas com belas paisagens, se comparam a essa.&lt;br /&gt;Fascinava-te ver os pássaros?&lt;br /&gt;Fascinava-me abrir aquela janela em madrugadas quentes de verão, adivinhando calores de 40 graus e ouvir os pássaros, vê-los pousar no fio, saltitar como funâmbulos... recortarem-se no azul cru do céu que por sua vez contrastava com a brancura do muro. Um horizonte muito curto e ao mesmo tempo vastíssimo. Um quase muro de prisão e muitas asas...&lt;br /&gt;Ela voltou-se e beijou-o ternamente e depois cantou: E uma asa...&lt;br /&gt;É. Quem diria? Janelas, asas, azul, cem anos...&lt;br /&gt;Porquê cem anos?&lt;br /&gt;Foi o tempo que essa casa esteve na família. Construída no início do séc.XX, vendida no início do séc. XXI. Perdida para sempre, perdidas não as memórias, mas a memória das coisas. A alma de uma casa. Uma casa assim é um avô. Uma pessoa. Nunca houve casa no mundo melhor do que essa. Para além de tudo, era bonita e muito cobiçada. A melhor casa daquele sítio, segundo alguns. A melhor casa do mundo e talvez uma das melhores daquela vila... e... sem querer, já estou dando a entrevista. Jornalistas são isto. Fazem falar o entrevistado com técnicas que até o Diabo desconhece...&lt;br /&gt;Ah, é? Toma!&lt;br /&gt;O murro veio baixo e ela acabou derrotada...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108272614339751003?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108272614339751003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108272614339751003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_18_archive.html#108272614339751003' title=''/><author><name>MCV</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108263597380403641</id><published>2004-04-22T08:05:00.000-04:00</published><updated>2004-04-22T08:17:01.200-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Na verdade, àquela altura do dia, do vinho, da noite, não tinha mais muita condição de fazer questionamentos e levantar temas. Queria mais era parar o tempo no momento, naquele momento. Ela sempre tivera uma técnica que guardava para si e que a ajudava a eternizar seus momentos. Como este que estava vivendo ao lado dele.&lt;br /&gt;Sabe, eu quando estou num momento como este fecho os olhos e me concentro nos detalhes. No cheiro, no clima, no tempo, no toque (falou isso, esticando a mão até ele e acariciando-lhe o rosto, os ombros, os braços)... Gosto de sentir plenamente os detalhes e, depois, como num sistema operacional, trato de salvar num arquivo, numa pasta, na minha mente. Antigamente, eu dizia que salvava em caixinhas, dentro do meu coração, hoje, já modernizei o meu sistema e os guardo em arquivos, bytes, megabytes... Riu&lt;br /&gt;E este (momento), quanta memória ocupa?&lt;br /&gt;Vários gigas... Riu&lt;br /&gt;Mas, é verdade, sabe, tem momentos dos meus filhos  que me lembro perfeitamente porque os guardei em minha memória, no meu ser. São situações das quais me impregnei para que estejam registradas em cada célula de meu corpo. É assim que procuro fazer. Afinal, sou distraída. Bem sabes disso. Riu novamente. &lt;br /&gt;Lembra das histórias que me contavas por meio das teclas e que, depois, ao voltar a tal assunto eu não me lembrava direito do que se tratava... Ficava absolutamente envergonhada, pedia pelo amor de Deus para você relembrar a situação? Pois é... Isso aconteceia porque, certamente, eu estava fazendo, pensando, conjecturando, programando mil outras coisas em minha mente. Sou assim, por isso preciso de mecanismos para parar e me concentrar no momento. Estou sempre preocupada com 500 mil outras coisas. É um saco... Mas, um saco está esse meu papo, deixa eu voltar ao nosso momento, ao aqui e agora...Fechou os olhos novamente.&lt;br /&gt;Ela esmiuçava o cheiro, as cores, o paladar, o toque...&lt;br /&gt;Hummmmmm... como é bom estar aqui com você, como é bom realizar o nosso sonho. Esperei tanto por isso que não desperdiço com perguntas, entrevistas, interrogações... Quero simplesmente viver. Não quero saber de onde estás vindo, para onde vais... Se ficas, se partes, se queres, se não queres, se me acompanhas ou não etc etc etc...&lt;br /&gt;Não quero buscar respostas. Estás aqui, não estás? É isso que importa. Quero você e você sabe disso. Não resta dúvida de que te quero mesmo, de que me encantei, fui cativada. Lembra quando eu dizia: somos crescidinhos?&lt;br /&gt;Pois é, acho que a maturidade nos traz isso. A tranquilidade. Já não precisamos sofrer com a ansiedade. Sabemos que o que pode dar certo dará o que não for para ser, não será. Mas, já te adianto: quero que seja! Ouviu? quero que seja!!! E T E R N O...&lt;br /&gt;Abraçou-o e assim ficou um tempo, ali, sentindo as nuanças daquele instante que, para ela, já era eterno....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108263597380403641?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108263597380403641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108263597380403641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_18_archive.html#108263597380403641' title=''/><author><name>Brasilia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03830039060746369179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108258343338713811</id><published>2004-04-21T17:37:00.000-04:00</published><updated>2004-04-21T17:41:19.576-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Os momentos são coisas estranhas...&lt;br /&gt;São?&lt;br /&gt;São. Quantas vezes é que você tem a definitiva certeza de que está a absorver para a história o mínimo detalhe das coisas, que aquele é O momento?&lt;br /&gt;Poucas. Mas algumas, algumas. Esse é um deles, para si?&lt;br /&gt;É. Julgo que sim. Mas só a memória o dirá. Como disse, os momentos são coisas estranhas. No meu armário de recordações intensas, tenho algumas que não sei porque lá estão. Horas vulgares, dias vulgares, situações vulgares lado a lado com situações de dor forte, de alegria exuberante. E o mais estranho, é que as que eu acho mais vulgares são as que mais parecem vir ao de cima, como se quisessem relembrar-me de quanto vulgar eu sou...&lt;br /&gt;E este é o quê?&lt;br /&gt;Este é definitivamente grandioso, sua boba. Você sabe disso...&lt;br /&gt;Eh eh, brindemos.... O vinho tá fazendo efeito...&lt;br /&gt;O vinho, o ambiente, tudo faz efeito. &lt;br /&gt;Beijaram-se novamente, arrebatou-a e sentou-a no seu colo.&lt;br /&gt;Como é que é? A entrevista sai ou não sai?&lt;br /&gt;Sai! Ah sai! Claro que sim. Agora quando eu não sei...&lt;br /&gt;Não sabe?&lt;br /&gt;Não. Quero fazer-te milhões de perguntas e nenhuma. É isso que eu quero. Talvez tenhamos que imaginar outra forma de entrevista.&lt;br /&gt;Sim? Qual?&lt;br /&gt;Ainda não sei, estou estudando a abordagem...&lt;br /&gt;Ah sim? Mais uma? Diferente desta vez? &lt;br /&gt;O que é que você tá dizendo? O quê? O quê? &lt;br /&gt;Nada...  Estou curioso com o método...&lt;br /&gt;Já vais ver... Já vais ver...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108258343338713811?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108258343338713811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108258343338713811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_18_archive.html#108258343338713811' title=''/><author><name>MCV</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108246537673404473</id><published>2004-04-20T08:46:00.000-04:00</published><updated>2004-04-20T08:53:40.873-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tomaram seus lugares e aproveitaram(-se) da primeira refeição efetiva juntos.&lt;br /&gt;Comiam ansiosamente. Estavam famintos. O dia já ia longe. &lt;br /&gt;A noite... a lua...&lt;br /&gt;O céu, agora, num tom arroxeado escuro brilhava com o tilintar das estrelas. A lua, claro, não podia estar mais bela nesse cenário de sonhos partilhados, divididos, aproveitados e sobretudo realizados.&lt;br /&gt;Pela janela, o local, na penumbra, recebia a luz do satélite que iluminava o brilho nos olhos desses dois amantes, amados, desejados...&lt;br /&gt;E então, está bom?&lt;br /&gt;Maravilhoso, respondeu ela. Falava de boca cheia e ria de sua falta de modos à mesa.&lt;br /&gt;Você podia imaginar que eu fosse tão bagaceira assim? Comendo e bebendo feito um bichinho? Riu...&lt;br /&gt;Ele divertia-se com os maus modos dela. &lt;br /&gt;Ah... vinho! Dos Deuses!!! Falou elevando a taça.&lt;br /&gt;Um brinde, façamos um brinde. Sugeriu.&lt;br /&gt;Um brinde a... Tentou Ele completar, mas, Ela, no auge de sua bagaceirice não o deixou falar.&lt;br /&gt;À nós!!!!! Ao nosso (re) encontro. Sim REENCONTRO porque já nos sabíamos, só estávamos perdidos, errantes um do outro. &lt;br /&gt;Sempre esperamos um pelo outro, só não sabíamos como nos veríamos de novo. Chegamos um na vida do outro em momentos distintos, mas, previstos e exatos. O tempo é assim, o destino é assim! Estava escrito... &lt;br /&gt;Os marinheiros, marujos, lembra? foram eles que ardilosamente tramaram nossas vidas. Agradeço aos dois... Agradeço à você, agradeço à gente! &lt;br /&gt;A menina falava e ele ouvia. Ela falava, falava e falava...&lt;br /&gt;Intercalava suas falas com generosas goladas no vinho e aos poucos foi sentindo os efeitos da bebida em sua mente, seu corpo, suas células agora encharcadas dessa bebida que, para ela, era divina...&lt;br /&gt;Parou abruptamente, riu-se. Sentiu-se envergonhada por sua embriaguez. Estava de pilequinho. Sentia suas mãos formigarem e o seu corpo palpitar.&lt;br /&gt;Esticou-se por sobre a mesa e o apanhou pelo colarinho.&lt;br /&gt;Vem, chega mais, não te solto nunca mais, não te perco, não te erro mais!&lt;br /&gt;Disse isso e selou suas sinas com um beijo. &lt;br /&gt;Teve a certeza de que não partiriam nunca mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108246537673404473?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108246537673404473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108246537673404473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_18_archive.html#108246537673404473' title=''/><author><name>Brasilia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03830039060746369179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108241227626531740</id><published>2004-04-19T18:04:00.000-04:00</published><updated>2004-04-19T18:08:40.170-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Pois... eu bem dizia que o jantar estava servido.&lt;br /&gt;Satisfeito?&lt;br /&gt;Sei não. Acho que ainda há lugar para mais um pedacinho. Deixa ver qual seja.&lt;br /&gt;Ah é? Vai tirar mais uma lasquinha? Deixa eu ver...&lt;br /&gt;Lançou-se sobre ele, encostou-o à parede, e se enganchou todinha.&lt;br /&gt;Já não havia pois horas, horários, regulamentos. Valia tudo.&lt;br /&gt;Aproveitando o tempo...&lt;br /&gt;O tempo e o modo, digo eu, para não dizer outra coisa...&lt;br /&gt;Diz, diz... &lt;br /&gt;Não digo mais nada.&lt;br /&gt;Venceram-se debaixo de água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem será? Você está esperando alguém? Conhece ALGUÉM aqui?&lt;br /&gt;Deve ser a moça da entrevista.&lt;br /&gt;A moça da entrevista, a moça da entrevista. Sei...&lt;br /&gt;Deixe-me ir e vista-se. O jantar está servido. Não ouviu isso uma hora atrás?&lt;br /&gt;Deve estar friozinho...&lt;br /&gt;Lá frio está. Mas despache-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem era?&lt;br /&gt;Olhe para a mesa e veja.&lt;br /&gt;Ah, o entregador de pizzas.&lt;br /&gt;Pois é, foi o que se pode arranjar. Mas ainda tem estes acepipes que eu preparei há horas...&lt;br /&gt;E vinho.&lt;br /&gt;Claro, comprámos o vinho para o beber. Não foi para fazer reserva.&lt;br /&gt;E porque não? Não estará por aqui para o bebermos quando envelhecer?&lt;br /&gt;Compraremos novas e novas garrafas, sonharemos com reservas de vinho e compraremos mais...&lt;br /&gt;Em que prazo?&lt;br /&gt;Nunca estaremos fora de prazo!&lt;br /&gt;Sei...&lt;br /&gt;Menina, por favor, tome o seu lugar.&lt;br /&gt;Já tomei. E tomarei.&lt;br /&gt;Sei que sim. Graças a dois velhos marinheiros...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108241227626531740?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108241227626531740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108241227626531740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_18_archive.html#108241227626531740' title=''/><author><name>MCV</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108239001945125525</id><published>2004-04-19T11:53:00.000-04:00</published><updated>2004-04-19T11:57:42.310-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Pois digo-te agora...&lt;br /&gt;O que preparaste para o jantar? Que surpresas culinárias me reservaste? Sabia desse jantar prometido sim, só não o mencionara porque temia que fosse tida como uma péssima anfitriã. Uma anfitriã que já vai a cobrar de seu hóspede.... Onde já se viu? Perguntou a si mesma e prontamente tratou de Ela mesma responder:&lt;br /&gt;Não cobro, "eu não vim aqui para entender, ou explicar, ou pedir nada para mim...", cantarolou...&lt;br /&gt;Saiu serelepe do quarto, correu ao banho. &lt;br /&gt;Preciso de um banho. Daqueles bem longos. Dormi, caí no sono. Preciso acordar. Mas, não quero acordar total. Quero continuar em sonho.. o nosso sonho! isso, ninguém nos tira! Disse firmemente.&lt;br /&gt;Correu para o banho, abriu o chuveiro.. deixou suas vestes escorregarem pelo seu corpo, agora arrepiado pelo toque do ar frio que entrava pelas frestas da janela...&lt;br /&gt;Anda, fecha essa janela e a porta também... Vais ficar aí? Do lado de fora? Fecha a porta, mas, por favor, fica do lado de cá... Riu, olhando-o com olhares desejosos.&lt;br /&gt;Tudo o que minha mestre mandar... Disse Ele.&lt;br /&gt;Entrou e já foi logo dizendo... Mas, o jantar?&lt;br /&gt;Jantar? Ah... O jantar...  Ele espera... Falou isso saltando em direção a Ele e agarrando-o pelo pescoço. Puxou-o para debaixo das águas quentes que caíam do chuveiro...&lt;br /&gt;Menina, o que é isso? &lt;br /&gt;O que é isso? Adivinhe!&lt;br /&gt;Agarrou-o e não deu chances para que pudesse escapar. Também, poderia, naquele momento dar todas as chances do mundo que ele não escaparia mais dos braços, encantos, desejos dela...&lt;br /&gt;Beijaram-se, tocaram-se, esfregaram-se, ensaboaram-se, amaram-se loucamente...&lt;br /&gt;Lavaram suas almas com o amor dos dois. Enxaguaram seus desejos um na saliva do outro, ensaboaram seus olhares, carinhos e  toques... Massagearam um ao outro, gentilmente, amorosamente, loucamente...&lt;br /&gt;Rasgaram-se em vontade... Ele, a puxar os cabelos dela ... Ela a lamber os ombros dele... &lt;br /&gt;Dois amantes. Isso o que eram. &lt;br /&gt;Dois amantes loucamente apaixonados e desejosos de estar um no outro. Tocaram-se mais, exploraram-se como se ainda não conhecessem um o corpo do outro. &lt;br /&gt;Redescobriram-se novamente, mais uma vez, de novo... &lt;br /&gt;Conheceram novas curvas, cantos, esquinas do corpo alheio. Revisitaram os cantos e recantos já vistos.&lt;br /&gt;Cutucaram-se, divertiram-se, saciaram-se... &lt;br /&gt;Amaram-se incansavelmente como estavam começando a se acostumar, a se adaptar, a querer sempre mais... famintos!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108239001945125525?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108239001945125525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108239001945125525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_18_archive.html#108239001945125525' title=''/><author><name>Brasilia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03830039060746369179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108238576180593541</id><published>2004-04-19T10:42:00.000-04:00</published><updated>2004-04-19T10:46:44.763-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O jantar está na mesa!&lt;br /&gt;Quê? Como?&lt;br /&gt;Dormiu! Você adormeceu feito um anjo, menina. São horas de dar ao dente. Já se esqueceu de comer?&lt;br /&gt;Comer? Comer? &lt;br /&gt;Sim, claro. Jantares. Almoços. Parece que entrámos numa via directa ao lado dessas coisas triviais. Hora de fazer uma concessão. Afinal, havia um jantar prometido, lembra?&lt;br /&gt;Lembro! – o sorriso derramava-se-lhe sobre o corpo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, uma das coisas que mais me entristece na vida de hoje é o apagamento deste ritual da mesa. As conversas, os olhares, o sabor e o cheiro da comida, um certo formalismo... tudo se apagou, na voragem do tempo que urge.&lt;br /&gt;É! Correria danada, comendo porcaria à pressa o tempo todo...&lt;br /&gt;Brindemos pois a uma refeição contemplativa. Sem pressas, sem atropelos, sem sobressaltos que não sejam os nossos brindes...&lt;br /&gt;Ela levantou-se, correu e sentou-se ao colo dele.&lt;br /&gt;Brindemos, pois... aos sobressaltos!&lt;br /&gt;Ora, se não estou enganado, tenho pressa de jantar... deixa ver... é, sim... não posso demorar!&lt;br /&gt;O QUÊ? Que conversa é essa? QUEM você conhece aqui em Brasília?&lt;br /&gt;Recebi um fax a confirmar uma entrevista para depois do jantar. Marquei hoje de manhã. A moça deve estar a chegar.&lt;br /&gt;Ah! Essa moça! Quase ia esquecendo que você marcou com ela.&lt;br /&gt;Pois é. Onde acha que a devo receber?&lt;br /&gt;Ah, mas eu sei. Deixa comigo.&lt;br /&gt;Tudo como a menina disser...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108238576180593541?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108238576180593541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108238576180593541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_18_archive.html#108238576180593541' title=''/><author><name>MCV</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108237128732417227</id><published>2004-04-19T06:40:00.000-04:00</published><updated>2004-04-19T06:45:30.076-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Enrroscaram-se um ao outro. Abraçaram-se e encaixaram-se tão perfeitamente que ali tornaram-se um, uno, indivisíveis.&lt;br /&gt;Se o mundo já os fez separados por um mar, se o destino já os colocou a léguas de distância, o destino os uniu ali naquele instante e os dois sabiam disso. Sabiam que deveriam aproveitar cada segundo, cada milionésimo, centésimo de segundo.&lt;br /&gt;Quanto tempo vai durar? Perguntou ela de supetão.&lt;br /&gt;Não se preocupe com isso, não importa mais, Já estamos aqui, o tempo que levar será a nossa história. Para quê sofrer com o que virá ou não...&lt;br /&gt;Sabe, tenho sempre uma teoria, postura de vida mesmo em relação às coisas, mas que, algumas vezes, incontáveis vezes para ser mais honesta, fica muito difícil coloca-la em prática. Digo sempre: devo aproveitar o momento e não sofrer por antecedência do que será ou não. Porque se for, terei sofrido à toa e se não for, melhor que eu sofra a partir do momento que não é mais... Deu para entender, consegui me expressar? É um lado racional para controlar, pelo menos amenizar o que a gente, eu pelo menos, chama e insiste em sentir que é a ansiedade. Não vou sofrer de véspera. Aqui, temos um ditado. ‘Só o peru sofre de véspera’...&lt;br /&gt;Riram juntos, um sorriso meio amarelo, sem muita convicção, mas riram...&lt;br /&gt;Agora, ali, encostados um no outro, não havia palavra a ser dita. Um escutava a respiração do outro. Eles não queriam falar. Não queriam divagar sobre futuro. O presente já os bastava.&lt;br /&gt;Sabe... Interrompeu de novo o silêncio... Aconteça o que acontecer, seja qual for o futuro que teremos juntos, hoje, já estamos vivendo a história que sonhávamos por meio das teclas, que desenhávamos e delineávamos para nós dois e, digo-lhe, é o melhor dos sonhos que eu poderia ter escrito/imaginado para nós dois. Quero que saiba que já estou feliz, imensamente feliz, nada importa mais...&lt;br /&gt;Ele sorriu para ela e num gesto de carinho a trouxe de novo para perto de seu peito. Ali, juntos respiravam o mesmo ar, compartilhavam o mesmo espaço, realizavam o mesmo sonho...&lt;br /&gt;Não vamos nos perder nunca um do outro... Disse ela novamente, um pouco aflita, um pouco ansiosa, interrompendo mais uma vez o silêncio...&lt;br /&gt;Chhhhhhhhhh... Disse ele, afagando os cabelos dela e fazendo com que se acalmasse e repousasse em seu peito...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108237128732417227?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108237128732417227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108237128732417227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_18_archive.html#108237128732417227' title=''/><author><name>Brasilia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03830039060746369179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108230402996157007</id><published>2004-04-18T12:00:00.000-04:00</published><updated>2004-04-18T12:04:32.200-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Com muito carinho, tocava-lhe o rosto, beijava-lhe as lágrimas.&lt;br /&gt;O que é isso, agora?&lt;br /&gt;Sei lá. Esse mar no meio, a gente o secou, mas por quanto tempo?&lt;br /&gt;Vivemos sempre com saudade do passado, do futuro...&lt;br /&gt;Porque não te tinha, não te terei...&lt;br /&gt;Sei... dizer o quê?&lt;br /&gt;Pois é! – as lágrimas escorriam-lhe dos grandes olhos, mesmo que um sorriso escondido parecesse querer desabrochar.&lt;br /&gt;Daremos um jeito. Que jeito, não sei. Mas daremos.&lt;br /&gt;Como? Que jeito?&lt;br /&gt;O futuro... as pessoas teimam em dizer que vão mudar a vida, dar uma volta às coisas, começar de novo... nada mais errado, nada mais impróprio.&lt;br /&gt;Porque você tá dizendo isso?&lt;br /&gt;Porque não existe essa coisa de mudar o rumo, voltar atrás... As pessoas é que traçam rotas imaginárias, umas mais rectilíneas, outras loxodrómicas e pensam que o seu destino é esse.&lt;br /&gt;Mas esquecem-se das tempestades, das correntes, dos leixões, que as mandam ao fundo ou para outras paragens. E esquecem-se sobretudo do mecanismo interno, que a sua vontade não é reduzível a um traço num mapa. E que talvez essa vontade nem sequer exista. Dizendo de outra forma, não se foge nem se altera o destino. Ele é o que tem que ser.&lt;br /&gt;Êpa. E o nosso, qual é?&lt;br /&gt;O que fôr, soará. Sabe que mais? &lt;br /&gt;O quê?&lt;br /&gt;Colou-se a ela, riu-se e só disse:&lt;br /&gt;O destino é aqui. Ponto com, ponto bê erre.&lt;br /&gt;Não vale. Eu é que digo isso!&lt;br /&gt;Será?&lt;br /&gt;É pçível, é pçível!&lt;br /&gt;Ah, é? Então vamos ver se é pçível...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108230402996157007?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108230402996157007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108230402996157007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_18_archive.html#108230402996157007' title=''/><author><name>MCV</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108203208139507718</id><published>2004-04-15T08:22:00.000-04:00</published><updated>2004-04-15T08:31:58.903-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ali, sonharam por longos e observados momentos.&lt;br /&gt;Estavam encantados um com outro, não restava mais dúvida alguma.&lt;br /&gt;A magia que outrora saía de mãos ágeis num teclado, agora, traduziam-se em olhares famintos, gestos rápidos, calmos,palavras ditas, soltas, capturadas, liberadas, compartilhadas...&lt;br /&gt;Jogavam, brincavam, divertiam-se um com o outro... Estavam felizes sem dúvida...&lt;br /&gt;Se devoravam de todas as formas "em gestos nunca iguais..."&lt;br /&gt;Como dizia a música que um dia, à distância, elegeram para si mesmos...&lt;br /&gt;A música de seus sonhos...&lt;br /&gt;Se é um sonho, não quero acordar nunnnnnnca!!!&lt;br /&gt;Falou Ela num grito de regozijo e felicidade&lt;br /&gt;Queria mesmo estar ali. Estavam aonde desejaram durante meses, séculos.&lt;br /&gt;Vem cá, me abraça... Disse Ele puxando-a para si, perto de seu peito.&lt;br /&gt;Ela aninhou-se em seus braços da forma e jeito como sempre descreveram em noites à fio, madrugada adentro, por meio de teclas. Era realmente a realização a confirmação dos sonhos.&lt;br /&gt;Sabe o encanto? Perguntou.&lt;br /&gt;Sim. Respondeu Ele...&lt;br /&gt;Continua, viu? tínhamos medo que acabasse? Eu não tinha...&lt;br /&gt;Ele riu das palavras dela. Era obrigado a concordar&lt;br /&gt;Começaram a beijar-se de novo. Desta vez, calmamente, sem pressa. Sabiam que tinha o tempo a seu favor.&lt;br /&gt;Tinham o tempo para se curtir, se descobrir. A tarde já cedia lugar à noite e Eles ali. Pouco importavam-se com o tempo...Eesperaram tanto... Tempo! Agora, tiravam proveito do momento, examinavam-se um ao outro, descobriam-se, descobriam-se.&lt;br /&gt;"Abraçou-me&lt;br /&gt;Como se abraça o tempo,&lt;br /&gt;A vida num momento&lt;br /&gt;Em gestos nunca iguais.&lt;br /&gt;E parou,&lt;br /&gt;Cantou contra o meu peito,&lt;br /&gt;Num beijo imperfeito&lt;br /&gt;Roubado nos umbrais".&lt;br /&gt;(dizia a música.. ao fundo.. o hino, dos dois)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida acontecia naquele momento... &lt;br /&gt;Abraçavam-se...&lt;br /&gt;Tocavam-se maravilhados com a magia de suas vidas. &lt;br /&gt;Em algum lugar do passado, do futuro, haviam escrito o presente que viviam e compartilhavam agora.&lt;br /&gt;Abraçaram-se apertadamente. Queriam mesmo segurar um ao outro...&lt;br /&gt;Não partas nunca mais, suplicou-lhe...&lt;br /&gt;Prometa-me.. prometa-me... prometa-me... Suplicava-lhe. &lt;br /&gt;Uma onda de mar invadiu-lhe os olhos e Ela chorou...&lt;br /&gt;Ao fundo.. a música...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E partiu,&lt;br /&gt;Sem me dizer o nome,&lt;br /&gt;Levando-me o perfume&lt;br /&gt;De tantas noites mais..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108203208139507718?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108203208139507718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108203208139507718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_11_archive.html#108203208139507718' title=''/><author><name>Brasilia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03830039060746369179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108198403891779768</id><published>2004-04-14T19:07:00.000-04:00</published><updated>2004-04-14T19:11:15.950-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Desceu.&lt;br /&gt;Bebeu.&lt;br /&gt;Subiu.&lt;br /&gt;Tomou.&lt;br /&gt;Cantou.&lt;br /&gt;Tá proibida de falar!&lt;br /&gt;Tou? Mordaça? Censura?&lt;br /&gt;Não. Sim. Escudo. &lt;br /&gt;Escudo? Como assim?&lt;br /&gt;Escudo contra as setas que irradiam dessa voz.&lt;br /&gt;Ah é? Voz de martelo?&lt;br /&gt;Martelo? Hmmmmmmmmmm. Se você imaginasse...&lt;br /&gt;O quê?&lt;br /&gt;O efeito que faz em mim....&lt;br /&gt;E que efeito é esse?&lt;br /&gt;Preciso dizer? Não viu já?&lt;br /&gt;Puxou-o para ela, torceu a cabeça, num gesto muito seu.&lt;br /&gt;Acho que vi...  Não posso então falar?&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;Deitou-se sobre ele e falou, falou, falou.&lt;br /&gt;Não se olhavam agora.&lt;br /&gt;Apenas as palavras, o quadro rasgado, a luz de um céu que parecia envergonhar-se de tão belo. Corava, avermelhava, dava estranhos tons à pele.&lt;br /&gt;Algures, alguém, dois alguéns batem em teclas em busca de um sonho...&lt;br /&gt;Feito nós fazíamos?&lt;br /&gt;Sim. Duvida que está a acontecer neste preciso momento?&lt;br /&gt;Não. Duvido, não.&lt;br /&gt;Pois então, vivamos o sonho.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108198403891779768?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108198403891779768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108198403891779768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_11_archive.html#108198403891779768' title=''/><author><name>MCV</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108197115981175555</id><published>2004-04-14T15:32:00.000-04:00</published><updated>2004-04-14T15:47:37.653-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Voltou com apenas um copo em suas mãos.&lt;br /&gt;Cadê, não trouxe para mim? &lt;br /&gt;E também queres? Não imaginei que estivesse falando sério, pensei que querias mesmo era um caféeeeeee... Disse divertindo-se.&lt;br /&gt;Ah é? Pois quero sim, água, vai lá e busca já um copo para mim também. Disse ele com uma ar de mando...&lt;br /&gt;Nossaaaa... Calma. Faço tudo o que seu amo mandar, falou em tom de brincadeira e completou: mas... Antes, péra, me ouve!&lt;br /&gt;Disse ela já interrompendo a menção que ele fazia de retrucar...&lt;br /&gt;Trouxe a água num copo sim... E como tudo, há uma razão para isso...&lt;br /&gt;Falou já dando uma golada cheia na água, derramando um pouco pelo canto da boca e aproximando-se dele. &lt;br /&gt;Fez tudo num impulso rápido o suficiente para não permitir que reagisse e, de assalto, colou sua boca cheia de água na dele...&lt;br /&gt;Deu-lhe de beber...&lt;br /&gt;O líquido escorria pelos lábios dos dois. Ele, meio surpreso, meio deliciado, bebeu toda a água que ela lhe ofereceu e dali já a agarrou pelos braços, prendeu as mãos dela nas costas dela e num jogo de corpo a colocou na cama, imobilizada...&lt;br /&gt;Ah, quer dizer que é assim que se dá água nas terras de cá?&lt;br /&gt;Éeeeeeeeeee... Disse ela rindo e se esforçando para não derramar o pouco de líquido que ainda sobrava no copo.&lt;br /&gt;Ah, então é? Pois te conto menina. Estou com sede, muita sede e quero beber mais muito mais...&lt;br /&gt;Ela riu, desvencilhou-se do corpo dele que se curvava sobre o dela. Levantou-se um pouco, de ante-braço, apoiou-se nos cotovelos e voluptuosamente levou o copo à boca. Encheu sua boca de água e se aproximou dele.&lt;br /&gt;Beijou-o novamente... Ele inundou-se de água. &lt;br /&gt;Agora, bebia a água da fonte... Como um dia pedira a ela por meio de palavras, tecladas, susurradas a milhares de láguas além mar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O líquido novamente escorria pelos lábios dos dois e, ele, pensadamente, malandramente, para não desperdiçar uma gota sequer, lambeu-lhe a face, a nuca, o colo...&lt;br /&gt;Ainda tenho sede, falou baixinho no canto de seu ouvido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108197115981175555?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108197115981175555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108197115981175555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_11_archive.html#108197115981175555' title=''/><author><name>Brasilia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03830039060746369179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108196036707248210</id><published>2004-04-14T12:32:00.000-04:00</published><updated>2004-04-14T12:36:43.390-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Água fresca, água fresca...&lt;br /&gt;Ela sorria, olhando espantada aquelas súplicas.&lt;br /&gt;Vou buscar água ao frigorífico.&lt;br /&gt;Que frigorífico? Na geladeira, você quer dizer... se habitua porque vai ficar muito tempo...&lt;br /&gt;E vou?&lt;br /&gt;Ah, vai! Vai, sim. E eu lá deixo você me escapar?&lt;br /&gt;Será que não? Logo, logo você estará desejando de me ver pelas costas...&lt;br /&gt;Que pelas costas? De frente e bem alerta!&lt;br /&gt;Vejamos...&lt;br /&gt;Pegou nela, virou-a e enconstando-se depois nas suas costas, segredou-lhe:&lt;br /&gt;Que tal irmos até à Turquia, agora?&lt;br /&gt;Aquela massagem que me prometeu seis séculos atrás?&lt;br /&gt;Só que não comprei bálsamo...&lt;br /&gt;Viu? Como você não liga nem um pouquinho pra mim?&lt;br /&gt;É. Agora você disse tudo. Não ligo mesmo. Essas últimas três horas eu passei lendo um livro, só que não me lembro do enredo...&lt;br /&gt;O QUÊ? NÃO SE LEMBRA? – a almofada acertou-lhe em cheio na cara.&lt;br /&gt;Guerra, hein? Nem um gole de água você permite ao sofredor, ao supliciado...&lt;br /&gt;O QUÊ? SUPLICIADO? Venha aqui... Quê?... Deixa-me! Larga-me! Nãããã.... ãããã....hmmm....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, chega! Larga-me! Ufff! Agora me deixa... Água... Ah ah ah ah ah ah, cruzes…ah ah ah ah ah ah…&lt;br /&gt;Ah, agora quer água?&lt;br /&gt;Quero! Claro que quero! Tonto, maluco, você não pára nunca? Qué qué isso?&lt;br /&gt;O quê? Não está gostando?&lt;br /&gt;Vixi! O home é danado. Parece que teve preso vinte anos. Cruzes... pára... pára... ah ah ah ah ah ah... não! Agora vou beber água!&lt;br /&gt;Então traga para mim também, por favor.&lt;br /&gt;Soltou-se e foi, sorrindo com o canto do olho...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108196036707248210?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108196036707248210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108196036707248210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_11_archive.html#108196036707248210' title=''/><author><name>MCV</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108195772706070368</id><published>2004-04-14T11:42:00.000-04:00</published><updated>2004-04-14T11:52:43.106-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Esperneava...&lt;br /&gt;me coloca no chão.... annnnda!&lt;br /&gt;Não adiantava, ele estava decidido a, mais uma vez naquele dia, raptá-la para o canto de seus desejos.  &lt;br /&gt;Primeiro, o café em Sobradinho... Agora... Disse ela, protestando e continuou&lt;br /&gt;Já não bastasse a mudança de rumo para Sobradinho, agora, o que você quer?&lt;br /&gt;E ainda preciso explicar, talvez legendar meus atos? Rebateu Ele com tom irônico e brincalhão.&lt;br /&gt;Olha! Não me provoque senão...&lt;br /&gt;Senão, o quê?&lt;br /&gt;Eles discutiam enquanto Ela era carregada por entre o corredor do apartamento.&lt;br /&gt;Mas, isso aqui tá mesmo precisando de uma arrumação. Disse Ela, do alto de seus braços&lt;br /&gt;Você vai me ajudar? Olha que preciso de uma mãosinha.&lt;br /&gt;Claro que te ajudo. Disse isso enquanto Ele a liberava e a deitava sobre a cama&lt;br /&gt;Mas, antes.. vem cá.. dá cá um beijo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijaram-se.. agora, o que pouco importava era a arrumação. Os dois queriam mesmo era desarrumarem-se juntos, mutuamente, simultâneamente...&lt;br /&gt;e assim foi feito...&lt;br /&gt;Era nítida a felicidade de ambos - compartilhada, trocada... desejada...&lt;br /&gt;Olhavam-se, comiam-se com os olhos... devoravam-se...&lt;br /&gt;A blusa... rasgada... o corpo dela à mostra. Por entre as frestas do tecido mal arrumado Ele pode ver seu colo... De relance... de piscada...&lt;br /&gt;Desejavam-se e não escondiam o gosto de um pelo outro&lt;br /&gt;Ele toucou-lhe o colo, com carinho, devoção...&lt;br /&gt;Ela suspirou, tremeu ao sentir a mão dele percorrendo-lhe o corpo. Apertou-a (a mão) contra si, pressionou. Queria sentir o peso do toque dele em sua pele. Suspirava mais. Seu corpo contorcia-se. &lt;br /&gt;Ensaiavam um balé a dois. Ali, unidos  buscavam um o corpo do outro, o toque, os beijos...&lt;br /&gt;Realizaram os sempre tão sonhados beijos, molhados, trocados, roubados, partilhados, melados...&lt;br /&gt;Lentamente, Ela foi se desvencilhando da blusa, do trapo e ...&lt;br /&gt;Ele, gentilmente, foi ajudando-a a se livrar das vestes, calças compridas e largas... &lt;br /&gt;Era bem o estilo dela. Um jeito todo próprio de se vestir. Um ar desajeitado, um tom &lt;i&gt;laissez faire&lt;/i&gt;, um desmantelo próprio que só ela sabia imprimir naquele modo de se mostrar para o mundo. Era assim desde muito jovem. Desde quando começara a decidir o que queria ou não para sua aparência, seu modo de ser... Assim, meio nacontra-mão da história, da moda, dos costumes. Não era modelo de beleza, mas tinha lá seus encantos. Era faceira, menina, moleca...&lt;br /&gt;Sorriu para ele e, com um tom safadinho voltou-se na direção de seu amado e começou também a desabotoar-lhe a blusa...&lt;br /&gt;Vou ser mais complacente e não rasgarei a sua camisa, disse.&lt;br /&gt;Ele riu...&lt;br /&gt;Ela beijava-o a cada botão desabotoado... Lambiam-se&lt;br /&gt;Sabia ser insinuante quando desejava, tinha lá seus encantos e Ele estava apenas começando a descobrir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108195772706070368?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108195772706070368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108195772706070368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_11_archive.html#108195772706070368' title=''/><author><name>Brasilia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03830039060746369179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108181149393597998</id><published>2004-04-12T19:11:00.000-04:00</published><updated>2004-04-12T19:15:28.186-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Posso?&lt;br /&gt;Pode o quê?&lt;br /&gt;Posso?&lt;br /&gt;Ah! Dirigir?&lt;br /&gt;Sim. Conduzir. Dirigir a minha menina pelos trilhos do sonho de João, o Bosco...&lt;br /&gt;Que João? Que Bosco? Agora o sonho é de outros...&lt;br /&gt;Sabe há quantos anos não conduzo um Clio?&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;Há onze. Grandes carros. Quantos milhares de quilómetros não fiz num desses. Claro que era a primeira versão. Foi dos primeiros que se comercializaram em Portugal. Nunca deu problemas, excluindo a história dos primeiros quilómetros...&lt;br /&gt;Que foi? &lt;br /&gt;Um problema de travões que me custou um pequeno acidente. Uma avaria intermitente no sistema de travagem. Ainda hoje estou para saber o que estava avariado.&lt;br /&gt;Não soube?&lt;br /&gt;Não. Fazer o quê? Mas não tenha medo que não vou dar cabo do seu...&lt;br /&gt;Eh eh! &lt;br /&gt;E atenção, senhores ouvintes, pela primeira vez na América...&lt;br /&gt;Lá vem!&lt;br /&gt;E você ainda não viu tudo... quero dizer não ouviu...&lt;br /&gt;Ah, é? E o que mais tem? Programas musicais, nessa rádio?&lt;br /&gt;Também. Mas você depois verá como são as emissões na madrugada...&lt;br /&gt;Quê? Na madrugada? Tá louco?&lt;br /&gt;Eh eh... Sobradinho? Vamos beber um café a Sobradinho!&lt;br /&gt;Não íamos para casa?&lt;br /&gt;Você agora tá descobrindo a minha faceta errante... Não resisto a um sinal de trânsito, a uma seta me indicando um lugar...&lt;br /&gt;Vou encher a minha casa de setas, então...&lt;br /&gt;Vai? E você me quer por lá? Tem a certeza?&lt;br /&gt;Agora você tá me cafundindo... &lt;br /&gt;Tou não. Vamos mas é beber o tal café.&lt;br /&gt;Tá. Seja Sobradinho, então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sabores do café do Brasil...&lt;br /&gt;Vai tirar um curso em caféologia?&lt;br /&gt;Quem sabe? Você rubrica o meu diploma?&lt;br /&gt;Rubrico. Mas não esse, um outro.&lt;br /&gt;Huummmmmmmm. Interessante. Que outro curso será esse?&lt;br /&gt;Surpresa. Quem viver, saberá!&lt;br /&gt;Tá bom. Vou então inscrever-me num curso que nem imagino qual seja... tá certo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá cá o saco, menina...&lt;br /&gt;Não. Você já leva esses aí...&lt;br /&gt;Dá cá esse. É o mais pesado, e depois você ainda parte a garrafa do argentino, só de vingança...&lt;br /&gt;Tá com medo pelo vinho? Se arreceia? &lt;br /&gt;Claro. E eu ia lá deixar de provar essa ambrosia...&lt;br /&gt;Pois sim, só espero que não lhe aconteça o mesmo...&lt;br /&gt;Bem, tem duas razões para essa escolha: a 1ª é que é uma espécie de recompensa a você por não ter compartilhado da tal garrafa. A 2ª é, como já disse, para me colocar no seu lugar...&lt;br /&gt;Não precisa disso para se colocar no meu lugar, basta tentar ocupar o mesmo espaço...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, é o último. Tudo arrumado.&lt;br /&gt;E agora, o que quer ver mais?&lt;br /&gt;Ora, deixa ver... – coçava a barba, olhando o tecto.&lt;br /&gt;Rodou, girou uma volta inteira, saltou, rasgou, e disse:&lt;br /&gt;Eu bem lhe dizia que era melhor vestir uma camisa minha...&lt;br /&gt;Ela esbracejava, enquanto era transportada pelo ar...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108181149393597998?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108181149393597998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108181149393597998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_11_archive.html#108181149393597998' title=''/><author><name>MCV</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108178874562104761</id><published>2004-04-12T12:40:00.000-04:00</published><updated>2004-04-12T12:56:47.246-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Precisa começar a se acostumar com os imprevistos do Hemisfério Sul. Aqui, na América Latina, a colonização pode ter sido européia, mas o sangue é latino, &lt;i&gt;caliente&lt;/i&gt;... Isto é sim um assalto. Estou a lhe roubar todos os beijos que tiveres agora, nesse momento, e, digo mais, levo ainda o teu cartão de crédito com senha e tudo para resgatar quantos outros beijos eu quiser no momento em que me aprouver... Disse, beijando-o novamente. &lt;br /&gt;Seu corpo sobre o dele, com as duas mãos segurava-lhe os dois braços colocados acima da cabeça. Não estava em condições de reagir, (Ele) nem queria. Naquele momento, os dois ali deitados era a tradução de seus desejos tantas vezes compartilhados por palavras apenas. &lt;br /&gt;Lentamente, ela liberou os braços dele e Ele enlaçou-a pela cintura. Num golpe rápido, giraram de lado e continuaram a se beijar. Agora, com os braços livres faziam carícias um ao outro. Estavam ali, felizes, plenos, inteiros, desligados do mundo. Era a certeza da impunidade para quem está num dos lugares mais belos da capital e que é pouco lembrado/visitado pelos habitantes locais.&lt;br /&gt;Mesmo assim, de abrupto, Ela afastou-se dele e recobrou a razão...&lt;br /&gt;Melhor a gente ir, não é muito seguro ficar assim por aqui. Embora a terra seja prometida, a segurança de uns tempos para cá está bem longe do prometido . Brasília já não é tão iluminada e segura como idealizara seu sonhador. Estamos enfrentando momentos de muita violência e insegurança por aqui. sabe que, na outra semana, aqui perto, a uns poucos metros daqui uma casa foi assaltada em plena luz do dia, com toda a família dentro de casa? Um horr...&lt;br /&gt;foi interrompida por ele que, com a mão, interropeu a palavra em sues lábios. Disse...&lt;br /&gt;Vamos, vamos embora temos ainda muito o que conhecer e fazer. Atravessei mares para estar aqui com você e jamais arriscaria nossa história falando de segurança pública, assaltos etc. Vamos, me mostre o mundo do lado de cá, debaixo do Equador. Me diga, me faça, me use, me abuse... SOU TODO SEU!!!&lt;br /&gt;As palavras foram saindo de sua boca em tom crescente. Estava eufórico. Levantou-se, abriu os braços e gritou com todas as forças: SOU TODO SEU!!!&lt;br /&gt;Ela riu, levantou-se e correu em direção a Ele. &lt;br /&gt;Estava pouco a pouco se encantando mais e mais com Ele, com os momentos dos dois. Tudo exatamente como sonharam, planejaram, teclaram. &lt;br /&gt;Meu Deus, tenho que manter minhas convicções de errante. Tenho que acalmar meu coração e lembrá-lo sempre de quem sou, quais os meus propósitos, por que vim a esse mundo, para onde vou. Não posso fraquejar. sou assim inquieta, andarilha, não posso sucumbir, não posso... Repetia para si mesma essas palavras a medida em que percebia mais e mais claramente que estava se entregando aos encantos daquela história. &lt;br /&gt;No fundo estava desejando acertar, se acertar. Sabia que Ele também tinha esse espírito errante e pensava - Talvez por isso estejamos juntos: porque somos andarilhos. Porque vamos nos acompanhar, sem amarras, sem cabrestos, sem cobranças. Tudo dentro de nossos desejos. Nossa história cabe dentro dos nossos desejos, de nossos planos. Pronunciou as últimas palavras em voz alta, pensando alto. Não tão alto, mas o suficiente para Ele ouvir e tirá-la do seu transe pessoal...&lt;br /&gt;Ãh? O que disse? Perguntou Ele.&lt;br /&gt;Nada, nada, estava apenas pensando alto. Lembra daquela música que eu tentei lhe mandar pela internet um dia e não consegui e você me alertou, dizendo que eu estava começando a mostrar o meu mundo? &lt;br /&gt;Sim lembro. Depois, consegui baixá-la. É linda, não conhecia (e cantarolou)&lt;br /&gt;"Eu não vim aqui para entender ou explicar/&lt;br /&gt;nem pedir nada para mim...&lt;br /&gt;Eu vim pelo que sei&lt;br /&gt;E pelo que sei&lt;br /&gt;VOCÊ GOSTA DE MIM!!!"&lt;br /&gt;Cantaram a última frase juntos. &lt;br /&gt;É isso mesmo, não viemos aqui - até aqui - para cobrar, explicar, entender nada... somos livres para voar.. como uma asa.. Um ao lado do outro, se assim for a vontade de ambos que estamos/somos livres para decidir estar juntos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108178874562104761?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108178874562104761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108178874562104761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_11_archive.html#108178874562104761' title=''/><author><name>Brasilia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03830039060746369179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108173144705028689</id><published>2004-04-11T20:57:00.000-04:00</published><updated>2004-04-11T21:01:20.200-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sabe que quando me falou em Dom Bosco, e eu lhe disse que tinha nome de santo, fiz a associação com São João Bosco e estava longe de perceber que se tratava de uma e a mesma pessoa...&lt;br /&gt;Eu percebi... mas não disse nada.&lt;br /&gt;Marota, deixou-me no engano...&lt;br /&gt;Eh eh, deixei você se levar por essa associação de ideias, me agradou isso...&lt;br /&gt;Atenção, senhores ouvintes, estamos aqui em frente ao Palácio da Alvorada...&lt;br /&gt;Qué isso? Radialista, agora?&lt;br /&gt;Estou a pensar nos meus amigos, lá do outro lado... horas de almoço ou de cafézinho...&lt;br /&gt;O QUÊ? A PENSAR EM SUAS AMIGAS?&lt;br /&gt;Eu disse amigos... amigos, amigas. Sabe que nos meus tempos de juventude, tínhamos um ritual que consistia em reflectir, só enquanto se dizia a frase, na realidade era isso...&lt;br /&gt;Reflectir? Nas meninas?&lt;br /&gt;Não. A certa hora da tarde, eu virava-me para um dos meus amigos e deitado sob o sol, gozando a calma da praia, dizia: Reflictamos pois nos nossos amigos que ficaram por lá, e que a esta hora estão no café para a habitual sessão de antes do jantar...&lt;br /&gt;Ah, sim? Gozando com os pobres?&lt;br /&gt;Gozando, não... reflectindo. Um ritual de fim de tarde.&lt;br /&gt;Sei...&lt;br /&gt;Pois bem, já reflecti. Talvez não fosse má ideia levar as coisas para casa, não acha?&lt;br /&gt;Melhor, sim.&lt;br /&gt;Então me leva, me conduza sempre por esta terra. Invente rotas, faça-me voar...&lt;br /&gt;Não teve tempo de levantar as asas, um empurrão prostrou-o no chão.&lt;br /&gt;Isto é um assalto?&lt;br /&gt;Poderemos dizer que sim...&lt;br /&gt;Já não conseguiu dizer mais nada. Ela o beijou voluptuosamente...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108173144705028689?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108173144705028689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108173144705028689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_11_archive.html#108173144705028689' title=''/><author><name>MCV</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108166472205091660</id><published>2004-04-11T02:24:00.000-04:00</published><updated>2004-04-11T02:55:43.653-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não se preocupe, estão na casa do pai. Esse fim-de-semana eles passam com o pai. É sempre assim: um cá... Um lá. É assim... Que é e que tem que ser. No início foi difícil me acostumar com esse esquema. A saudade dos meus piticos era enorme. Mas, com o tempo... &lt;br /&gt;Engraçado o tempo, não? Diz-se por aqui – e acho que essa regrinha vale para todo o planeta – que o tempo é o melhor remédio para tudo nessa vida. Cura as maiores desilusões, acomoda os corações agoniados, aplaca ódios, acomoda amizades, cala grandes paixões... Disse Ela com um ar melancólico. Por alguns segundos, Ele enxergou nos olhos de sua amada uma tristeza que ele não conseguiu identificar o por quê. Aproximou-se dela e num gesto de carinho, disse:&lt;br /&gt;Êeeepa, o que é isso? Vejo um certo ar de tristeza nesses olhos. Algo angustiando esse coraçãozinho? Não, o tempo não! Esse é magnífico, ele nos deu `tempo` - com o perdão do trocadilho - , para nos aproximarmos cada vez mais e foi no tempo certo que nos conhecemos, descobrimos e encantamos um ao outro...&lt;br /&gt;Ela sorriu e abraçou-o com ternura.&lt;br /&gt;Ele não sabia, mas Ela, há muito – e isso vinha desde sua adolescência – sofria por causas desconhecidas. Tinha em seu peito apertos e angústias por dias não vividos. Tinha uma nostalgia profunda em seu ser e sentia falta até do tempo que não vivera ainda. &lt;br /&gt;Sou complicada mesmo... Bem vindo ao meu misterioso mundo... falou brincando...&lt;br /&gt;Sorriram...&lt;br /&gt;Bem, e de volta aos planos... Depois dessa minha escorregada, desse meu lapso sentimental... Vamos sair por aí... Quero lhe apresentar a maravilhosa terra de Dom Bosco. Quero que conheça, por mim, os lugares mais místicos, instigantes, bonitos e significativos. Quero lhe apresentar o mundo entre os paralelos 15º e 20º...&lt;br /&gt;Entraram no carro. O sol já brilhava forte no Planalto Central. Os dias são maravilhosos nessas terras nesses tempos. A seca, com a baixa umidade relativa do ar, imprimia nas paisagens um colorido especial. Dizem que são as partículas de pó que se dispersam pela atmosfera e, com a luz do sol a bater sobre elas, difunde uma luz especial. Dizem. Eu acredito... disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acredito em você. Acredito no que me fala. No que diz que dizem. Atravessei os mares para estar aqui e isso tudo porque acredito. Acredito em nossa história. Acredito em sonhos... Sou um Boscante buscante, lembra? &lt;br /&gt;Beijou-a...&lt;br /&gt;Estou dirigindo... Assim, perco a direção, olha o desastre que seria. Brincou com ele. Seguiram para o ponto primeiro de todas as sagas à Brasília: Ermida Dom Bosco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O local, no mirante, no alto, tem a cidade aos pés. É considerado um dos lugares mais belos da Capital Federal. E, depois de tudo que falaram e compartilharam do sonho... Do idealizador, Ela achou que ali seria o local mais adequado para irem. Ficaram ali por alguns bons e longos momentos... Os dois... Somente os dois...&lt;br /&gt;Ela caminhou em direção a Ele e novamente se aninhou em seus braços. Novamente, da forma como já vinha se habituando. Encaixando-se em seu abraço e apertando-se contra o seu peito. Sentia-se segura nos braços dele. Segura, feliz, plena... E, ali, naquele lugar de tanta calmaria e paz... Os dois selaram o compromisso de sempre e sempre guardarem em suas vidas esse momento... Beijaram-se enfim...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108166472205091660?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108166472205091660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108166472205091660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_11_archive.html#108166472205091660' title=''/><author><name>Brasilia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03830039060746369179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108162240927816320</id><published>2004-04-10T14:39:00.000-04:00</published><updated>2004-04-11T02:56:12.280-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E vinho? Vamos procurar o vinho!&lt;br /&gt;Claro! É lá para aquele lado.&lt;br /&gt;Nem me fale em vinho argentino... Iremos pelos vinhos do xisto, da minha terra.&lt;br /&gt;Me surpreenda...&lt;br /&gt;Curiosa a construção que o homem, pior ainda, o homem que se julga culto, faz acerca de vinhos e de outros prazeres...&lt;br /&gt;Como assim?&lt;br /&gt;Nos prazeres, sejam eles quais forem, desde há muito que se instituiu uma falsa tabela de graduação. As pessoas teorizam sobre nada, dizem que este é melhor, que aquele é isto, que o outro é aquilo, com base em nada ou quase nada. E os que se julgam cultos, ufanam-se de seu vasto conhecimento, falam de vinhos, de charutos, de café, de destilados de uma forma definitiva. A manifestação de ignorância mais cabal.&lt;br /&gt;Você acha?&lt;br /&gt;Acho. E quando falei do vinho argentino, que não conheço, foi você sabe porquê...&lt;br /&gt;Nem me fale...&lt;br /&gt;Pois é. Mas acho que vou comprar uma garrafa. Quero colocar-me no seu lugar.&lt;br /&gt;Qué isso? Amaluqueceu? Me fez um mal danado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, agora os mapas...&lt;br /&gt;Ah é? Tá se preparando para ir comprar cigarros e não voltar nunca mais? É isso?&lt;br /&gt;Não. Mas posso viajar por aí enquanto você trabalha, ou não?&lt;br /&gt;Claro que não! Viajará comigo no final de semana.&lt;br /&gt;E entretanto, faço o quê?&lt;br /&gt;E Brasília, não lhe chega? Ainda mal chegou, não viu nada e já quer se mandar?&lt;br /&gt;Não vi nada? Se não vi nada, estou muito curioso com o que mais me mostrarão...&lt;br /&gt;Bobo! &lt;br /&gt;Sabe aquelas coisas de que a gente se arrepende para o resto da vida?&lt;br /&gt;Qué isso? Tá arrependendido? Vai, me solta, corre logo por esse planalto. Some.&lt;br /&gt;Pois é, estava falando de pequenas coisas, de um livro que não se compra, que se abandona numa prateleira de livraria...&lt;br /&gt;Livro?&lt;br /&gt;Sim. De um livro que há uns anos encontrei numa livraria e que se referia a uma viagem de carro feita por um português pelo interior do Brasil nos anos 50, se não me engano.&lt;br /&gt;Devia ser interessante...&lt;br /&gt;O meu tipo de interesse, as coisas que também gosto de fazer, o fascínio da época, e mesmo assim, burro, não o comprei...&lt;br /&gt;Porquê não?&lt;br /&gt;Boa pergunta. Acho que se pensa sempre, até a uma certa idade, que há uma segunda oportunidade... e, na realidade, não há. Ou então é um sonho que quer ser perseguido, uma expectativa que não deixaremos de manter...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, o que fazemos?&lt;br /&gt;Vamos levar as coisas para casa ou sair por aí, com você me conduzindo? Mas...&lt;br /&gt;Mas...&lt;br /&gt;Claro que não me esqueci que você também tem a sua vida, nem sei se tem coisas para fazer, mas sei que tem seus meninos... Viu como fico falando à maneira daqui? &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108162240927816320?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108162240927816320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108162240927816320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_04_archive.html#108162240927816320' title=''/><author><name>MCV</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108154560162540066</id><published>2004-04-09T17:19:00.000-04:00</published><updated>2004-04-09T17:23:51.530-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Danaram a caminhar por entre as gôndolas do local. Enorme aquele supermercado. Também, o nome hiper lhe cabia bem. “Era ou não era hiper?”, pensava ela com seus botões...&lt;br /&gt;Depois de tantos (dois) cafés, partiram em andança pelo local. &lt;br /&gt;“Vamos às frutas... tem que haver frutas em tua casa. Não vivo sem elas, confesso...”&lt;br /&gt;“Não vive sem frutas??? Sem mais o que não vives?”, perguntou, sorrindo. Sua expressão no rosto dizia tudo. Tinha um ‘quê’de safadinho que ela estava descobrindo e mais, gostando e muito. &lt;br /&gt;A cada segundo descobria mais e mais daquele que sempre estivera para ela estático, selado em preto e branco numa janelinha dentro de outra janelinha grudada numa tela ligada em cima de uma bancada...&lt;br /&gt;“Não vivo sem muitas coisas, tá?”, respondeu Ela, deixando no ar aquele olhar matreiro que, antes, por meio da tela era quase impossível decifrar...&lt;br /&gt;“Bem, já lhe digo. Adoro melancia, uva, melão e laranja e ameixa e banana e abacaxi... ah abacaxi! Esse não pode faltar...”, completou Ela afobada, tagarelando.&lt;br /&gt;“Êpa, êpa, peraê, peraê... estou comprando para mim ou para você?”, interrompeu-a abruptamente.&lt;br /&gt;Ela murchou, calou-se, sentiu-se patética, fez muxoxo, abaixou a cabeça...&lt;br /&gt;Sentiu-se envergonhada, como tantas outras vezes sentira-se enquanto teclavam. Lembrou-se do momentos em que sentia que tinha ultrapassado a linha limite do imaginário e era pega no pulo. Sentiu-se vulnerável... Por uma bobagem, mas sentiu-se, essa era a verdade!&lt;br /&gt;Ele, claro, riu da reação dela. Não estava rindo dela, estava apenas se divertindo – no melhor dos sentidos – do jeito dela. Aquele era mesmo o jeito que ele conhecia pelas teclas, não no mundo real. Riu dele também, ao perceber que provocara a exata reação que arquitetara em sua sempre ‘menina’. &lt;br /&gt;Estava testando-a. Era uma espécie de leitura real do mundo digital Queria ver se os códigos casavam e se a leitura condizia com as mensagens passadas pela rede global de conhecimento mútuo.&lt;br /&gt;“É incrível!”, disse Ele...&lt;br /&gt;“O que é incrível?”, perguntou Ela ainda fazendo muxoxo...&lt;br /&gt;“Você é exatamente o que eu pensava... do mesmo jeito e forma, com as reações que eu previa... não vê que estou te provando, te provocando? Não vês que me divirto com seu jeito, sua boba”.&lt;br /&gt;Ela riu, abaixando novamente a cabeça... Novamente, se aninhou no braço dele e num gesto de carinho e amorzinho extremo, repetiu ao seu ouvido: “você é mesmo uma gracinha... a minha gracinha”.&lt;br /&gt;Ele fez um gesto com a cabeça, dizendo uma espécie de ‘deixa disso’ e completou...&lt;br /&gt;“Vamos ou não vamos às compras....”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108154560162540066?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108154560162540066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108154560162540066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_04_archive.html#108154560162540066' title=''/><author><name>Brasilia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03830039060746369179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108153837005787933</id><published>2004-04-09T15:19:00.000-04:00</published><updated>2004-04-09T15:23:19.936-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Você toma?&lt;br /&gt;Tomo, claro.&lt;br /&gt;Dois cafés, por favor.&lt;br /&gt;Sagrado cafézinho. Sendo sábado, faz-me falta o meu jornal.&lt;br /&gt;Jornal? E isso lá é hora de ler jornal?&lt;br /&gt;Não. Claro que não. Mas tenho um ritual de séculos com esse jornal. Sabe que até por muitas vezes, ficava dias sem o ler. Quando em férias, muitas vezes acumulava vários na caixa do carro...&lt;br /&gt;Arquivava...&lt;br /&gt;Era. Arquivava e só os lia ao fim de uns tempos. Mas havia sempre aquela prazenteira visão do cabeçalho nos escaparates...&lt;br /&gt;E diz você que não gosta de jornalistas...&lt;br /&gt;Não disse isso. Só disse que lamento a fraca qualidade de muitos deles. Mas claro que os há bons, não tenho a menor dúvida.&lt;br /&gt;Sei...&lt;br /&gt;Sabe pois. Claro que sabe, ó jornalistazinha... Por falar nisso, quer me entrevistar?&lt;br /&gt;Quero! Claro que sim.&lt;br /&gt;Então marcarei na minha agenda. Hoje depois de jantar, tá bom para si?&lt;br /&gt;Hummmmmmmmm.... não sei. Terei que consultar a minha também....&lt;br /&gt;Ok, mande-me depois um fax a confirmar. Enquanto isso, aproveito e peço outro café. Quer?&lt;br /&gt;Nãããããoooooo. Um chega. Quer me ver eléctrica?&lt;br /&gt;Quem sabe?&lt;br /&gt;Gracinha. Você é muito gracinha...&lt;br /&gt;Posso dar uma vista de olhos no hiper?&lt;br /&gt;Pra quê?&lt;br /&gt;Para comprar algumas coisas para ter em casa. Reparou que não havia nada por lá?&lt;br /&gt;Ok. Vamu’lá.&lt;br /&gt;Vai ter que me dar algumas dicas. Que marcas comprar, essas coisas...&lt;br /&gt;Claro. Tem lista de compras? Eh eh&lt;br /&gt;Café! Acha que aquela máquina funciona?&lt;br /&gt;Sei, não. É velharia, mesmo. Mas a gente experimenta...&lt;br /&gt;Ok, vamos a isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, deixa-me ver se há mapas por aqui...&lt;br /&gt;Mapas? Para quê?&lt;br /&gt;E o que é que eu faço durante a próxima semana? Quando você estiver a trabalhar?&lt;br /&gt;Vai fugir de mim?&lt;br /&gt;Claro que não. Tudo o que preciso é de um mapa 4 rodas e de 4 rodas mesmo.&lt;br /&gt;Um carro alugado? Veremos isso.&lt;br /&gt;Me ajuda com isso? Dá um jeitinho?&lt;br /&gt;Claro. Anda.&lt;br /&gt;E já se aconchegava debaixo do braço dele...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108153837005787933?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108153837005787933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108153837005787933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_04_archive.html#108153837005787933' title=''/><author><name>MCV</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108152787806138384</id><published>2004-04-09T12:24:00.000-04:00</published><updated>2004-04-09T14:53:57.356-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>“Vamos.. vamos.. não temos tempo a perder. A alvorada está a caminho e à beira do lago ela é muito mais bela. Venha, vamos pegar o carro. Não dá para ir à pé...”.&lt;br /&gt;“E... o café?”, perguntou novamente.&lt;br /&gt;“Esqueça o café... vamos ver a alvorada.. vamos beber a alvorada”, disse radiante. Ela brilhava de alegria. &lt;br /&gt;“Vamos, Vamos... entra no carro, a alvorada nos espera...”.&lt;br /&gt;Saíram rapidamente. O dia em penumbra, aos poucos se enchia de cores. Partiram para a beira do Lago. Pelas avenidas largas e vazias da capital. Poucas eram as pessoas que transitavam àquela hora do dia pela cidade. Apenas os que cedo madrugam estavam nas ruas, em seus carros, indo apressados para seus afazeres. Lazer, puro lazer... Se tratava de uma manhã de sábado...&lt;br /&gt;O lago da terra prometida. Chegaram lá, a alvorada já se completava.. quase...&lt;br /&gt;“Venha.. olhe essas cores”, disse ela descendo do carro e correndo para a o píer. Dançava  e rodopiava. Ele divertia-se com a matreirice dela. Parecia uma criança a brindar o dia. &lt;br /&gt;Riu consigo mesmo e pensou: “meu Deus, aonde eu fui amarrar o meu bode?”.&lt;br /&gt;Estava encantado por aquela menina. Uma mulher que se divertia com a alrora e os raios de sol.&lt;br /&gt;“Uma menina. Sim uma menina”, pensou e alto falou, “Uma menina que não me providencia um CAFË!”, disse, divertindo-se com as macaquices dela que tratou de tirar os sapatos e pisar nas águas frias.&lt;br /&gt;“Venha... venha. Pare de reclamar. Haverá tempo para o café. Agora, venha”, pronunciou as últimas palavras abrindo os braços para ele como alguém que espera por um abraço dos que já estava começando a se acostumar.&lt;br /&gt;Abraçaram-se fortemente. Sentiram um o corpo do outro. &lt;br /&gt;“Quem precisa de um café, quando se tem...”, ela interrompeu-o no meio da frase,com um beijo...&lt;br /&gt;O dia começou a nascer e eles se abraçaram, ali... as cores do dia surgindo. Um dia ensolarado. Como tantos que acometem o Planalto Central do Brasil naquela época do ano...&lt;br /&gt;Estavam encantados um com o outro... Olhavam-se com ternura, com encanto mesmo.&lt;br /&gt;Por tantas noites e madrugadas, do outro lado das teclas, fantasiaram os momentos, as frases, os gestos. Agora, ali, era realidade, era o que queriam, era o sonhado e vivido.&lt;br /&gt;“E você querendo café!”, disse, sorrindo divertidamente...&lt;br /&gt;Beijou-o demoradamente e, disse:&lt;br /&gt;“Vamos, ao Café!”&lt;br /&gt;“Café, que café?”, perguntou ele brincando...&lt;br /&gt;Novamente riram juntos e foram em direção ao carro...&lt;br /&gt;Era outono e a cidade, com os gramados verdes cobertos por folhas, secas, ganhava um colorido especial. &lt;br /&gt;Olhavam-se enquanto Ela dirigia. &lt;br /&gt;Pousando a mão na perna dela, disse:&lt;br /&gt;“Não é um sonho, é?”.&lt;br /&gt;“Um sonho? Você acha que se fosse um sonho eu estaria preocupada com o seu café? Claro que não...”, divertiu-se.&lt;br /&gt;Estacionaram em frente ao Hipermercado. O movimento de pessoas chegando para trabalhar no local e substituir outras tantas que fizeram o turno da madrugada. &lt;br /&gt;Soprava uma leve brisa. Quando desceu do carro, a brisa a vez estremecer. Sentiu frio. Ele abraçou-a. Seguiram para a cefeteria do estabelecimento.&lt;br /&gt;Era finalmente chegada a hora do tão esperado café...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108152787806138384?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108152787806138384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108152787806138384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_04_archive.html#108152787806138384' title=''/><author><name>Brasilia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03830039060746369179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108146416483575567</id><published>2004-04-08T18:42:00.000-04:00</published><updated>2004-04-08T18:46:33.140-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Que noite?&lt;br /&gt;Não vê o céu a mudar de côr?&lt;br /&gt;É mesmo! Caramba! &lt;br /&gt;Vamos beber um café na rua. Tem que haver muitos sítios abertos a esta hora. Isto é a capital do país ou quê?&lt;br /&gt;Claro que há.&lt;br /&gt;Então...&lt;br /&gt;É que... e se aninhava contra o peito dele, torcendo o corpo em estertores de preguiça.&lt;br /&gt;Não se esqueça que me prometeu a alvorada...&lt;br /&gt;A Alvorada? E você pensa que português chega aqui e pode ser presidente? Ó menino, qué qué isso...&lt;br /&gt;Todas as alvoradas do mundo... será que dá para nos sentarmos na rampa e vermos o sol nascer?&lt;br /&gt;Na beira do lago. Vamos para a beira do lago.&lt;br /&gt;Mas primeiro, quero um café, um CAFÉ!&lt;br /&gt;Ok. Ok. Corram, corram, que o amo quer café.&lt;br /&gt;Isso. O amo exige um café. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava dando os últimos retoques na roupa quando ele insidiosamente lhe tirou a camisa.&lt;br /&gt;Então? Quer o café ou não? &lt;br /&gt;Vista esta. Assim, se acaso fôr rasgada, não me pesa o facto de a ter privado de algumas recordações...&lt;br /&gt;Bem! Bem!&lt;br /&gt;Que foi?&lt;br /&gt;Primeiro, já vai tratando de se apropriar. Vista esta! Que lata! Depois, vem com essa de recordações... Que recordações, tá pensando o quê?&lt;br /&gt;E não há? Não há recordações em todas as peças de roupa que um dia resgatámos das prateleiras e dos cabides das lojas?&lt;br /&gt;Há, claro. Claro que há, mas...&lt;br /&gt;Vamos mas é beber o café. Fica-lhe bem a camisa. É sua, acaba de ganhar a primeira prenda.&lt;br /&gt;Obrigado...&lt;br /&gt;E já está a amarrotá-la... eh eh&lt;br /&gt;Mau! Ela é sua, ou é minha? Decida-se!&lt;br /&gt;Claro que é sua. À rua! À praça! Vamo-nos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que transpuseram a porta do edifício, ela viu-o correr e saltar, lançando as pernas para o lado e batendo os tacões.&lt;br /&gt;Ao fim de dois saltos, voltou simulando um voo e ao aterrar, perguntou-lhe:&lt;br /&gt;Será que isto é qualidade de vida? Diga-me! Responda-me!&lt;br /&gt;Agora, minha senhora, minha ama&lt;br /&gt;Me conduza pela terra prometida...&lt;br /&gt;E não se esqueça do café!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108146416483575567?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108146416483575567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108146416483575567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_04_archive.html#108146416483575567' title=''/><author><name>MCV</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108144828691464582</id><published>2004-04-08T14:17:00.000-04:00</published><updated>2004-04-08T14:38:04.060-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Novamente estava numa bananosa... &lt;br /&gt;"Um café? Meu Deus, como se faz um café?", pensava, olhando em sua volta... intrigada... &lt;br /&gt;Foi quando teve os pensamentos interrompidos... &lt;br /&gt;"O café...", disse Ele rompendo o silêncio do momento. Não falou alto, mas assustou- a assim mesmo &lt;br /&gt;Ela... estava tão entretida em suas conjecturações sobre a alquimia dos dois, que nem percebeu quando Ele chegou por trás e, num gesto rápido, abraçou-a pelas costas. Tudo aconteceu rapidamente, de súbito... &lt;br /&gt;"Ahhhhh...", deu um grito fino e contido. &lt;br /&gt;"Assustou-se? Está de sobressalto?", falou baixinho ao ouvido Dela, acalmando-a. &lt;br /&gt;Ela... riu. &lt;br /&gt;"Estou aqui com os meus botões a tentar descobrir qual é a medida certa de um café brasileiro e, mais, aonde haveremos de encontrar um a uma hora dessas. Não posso decepcionar-lhe a oferecer um produto de exportação, marca da terra brasilis de baixa qualidade, mas.. a essa hora...&lt;br /&gt;Tem essa máquina de café expresso aqui, mas, não consigo  fazê-la funcionar Também.. Está tão velha.. E.. Não tenho mesmo como... nem água há aqui!&lt;br /&gt;Sou mesmo uma negação... Deveria ter vindo prevenida... Sei lá.. Passava num supermercado antes. Sou mesmo uma negação...”, repetiu&lt;br /&gt;Nesse momento, Ele girou-a, num movimento rápido e preciso, puxou-a novamente como fizera há pouco e, com um ar matreiro, disse-lhe com carinho... ao ouvido... um tom leve e sensual, safadinho mesmo... &lt;br /&gt;"Você... é... a afirmação, não a negação. Você é o sim, o agora, o sempre...", olhou-a nos olhos. &lt;br /&gt;Não adianta... Ela sempre estremecia com esses rompantes dele. Tinha tanta ternura e, ao mesmo tempo, tanta determinação. &lt;br /&gt;"Me pegue, me puxe, me faça sua, rasgue tudo: minhas roupas, meus desejos, meus sonhos.. Construa novos sonhos, outros tantos, me ajude nesta história, na montagem do nosso set... Está tudo aqui, te entrego, pronto! São seus. São nossos.. Anda, me possui, me joga na parede, me diz que sou sua, só sua!". &lt;br /&gt;Claro que tudo não passava de fantasias na mente Dela. Naquele momento, guardou os pensamentos e desejos só para si. Era melhor assim. Ainda haverá a hora de dizê-los de realizá-los... &lt;br /&gt;Uma mão enlaçava sua cintura, Ela com um braço para trás, segurava na mão Dele que circundava suas costas... &lt;br /&gt;Não agüentou... beijou aquele homem com sede... com fome... com gosto... &lt;br /&gt;" O café... ", falou Ele rindo, no fim do beijo longo, quente, molhado... &lt;br /&gt;"Hã?...", despertou Ela do instante do beijo... &lt;br /&gt;"Ah... o café..." &lt;br /&gt;"Vamos mesmo sair? Ou não?" &lt;br /&gt;"Vamos. Afinal, a noite é longa...", sorriu&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108144828691464582?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108144828691464582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108144828691464582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_04_archive.html#108144828691464582' title=''/><author><name>Brasilia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03830039060746369179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108139843471780680</id><published>2004-04-07T23:26:00.000-04:00</published><updated>2004-04-08T00:33:10.530-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Pois é! Mas por estranho que pareça aqui não há pizzas portuguesas. Aliás, não há nada no frigorífico, nem pão nem água. Tem a certeza de que não há nenhum sítio onde possamos dar ao dente? Falando francamente, comida de avião não é propriamente um repasto e depois já passou quase um dia desde que aterrei em terras de Vera Cruz...&lt;br /&gt;A esta hora? Você tá louco! &lt;br /&gt;Estou? – puxou-lhe a camisa e disse-lhe ao ouvido: Olha que eu rasgo!&lt;br /&gt;Outra vez? Não brinca, ou vai ter que me emprestar uma camisa sua para eu sair daqui.&lt;br /&gt;Ok. Passemos à vida real, nem que seja só para comer. Como é que é? Há ou não há um restaurante aberto? Ou há pizzas ao domicílio a umas horas destas?&lt;br /&gt;O quê? Passemos à vida real? Já? Ainda bem não chegou... &lt;br /&gt;O braço dela não fez a trajectória completa.&lt;br /&gt;Fê-la girar, apertou-a, mordeu-lhe a nuca e levantou-a no ar, a mão entre as pernas dela.&lt;br /&gt;Tem certeza de que não há nada para comer?&lt;br /&gt;Tenho!&lt;br /&gt;Pois bem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fuuuuu....Fuuuuuu......&lt;br /&gt;Ela soprava-lhe no ouvido, mas a jornada e a noite tinham-no colocado no fundo do porão.&lt;br /&gt;Foi mesmo como nos desenhos animados, abriu um olho (quê), depois outro. E sorriu.&lt;br /&gt;Ah, pensei que tinha morrido...&lt;br /&gt;Agora, morro se você não me levar já já para um café expresso.&lt;br /&gt;Ela riu e fugiu, com a roupa na mão.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108139843471780680?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108139843471780680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108139843471780680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_04_archive.html#108139843471780680' title=''/><author><name>MCV</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108138794302514845</id><published>2004-04-07T21:31:00.000-04:00</published><updated>2004-04-08T00:46:39.326-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Cem anos inteiros? Da janela que não mais verei?", entendeu &lt;br /&gt;pouco o que se passava. &lt;br /&gt;Ainda estava envolvida pelo &lt;em&gt;jetlag&lt;/em&gt; das inúmeras noites que &lt;br /&gt;sonharam juntos e juntos planejaram, esperaram, pelo sonho a &lt;br /&gt;dois naquela realidade da terra prometida.  &lt;br /&gt;Tinha que pensar rápido. Afinal, Ele não viera de tão longe &lt;br /&gt;para ser maltratado. Claro que não.&lt;br /&gt;Sentou-se na cama. Ainda era madrugada. Era dia na terra &lt;br /&gt;dele, mas, ali, a lua ainda dominava o espaço por trás das &lt;br /&gt;nuvens. Iluminando ainda que difusamente o quarto em penumbra.&lt;br /&gt;Se olharam... ternamente. Sorriram um para o outro... &lt;br /&gt;Era sublime estar ali, era quase que um delírio dos planos &lt;br /&gt;deles. &lt;br /&gt;Não ousaria beliscar a própria pele para não acordar, não &lt;br /&gt;queria acordar.&lt;br /&gt;Tocaram-se...&lt;br /&gt;Vamos... não precisamos sair. Fazemos qualquer coisa por aqui &lt;br /&gt;mesmo.&lt;br /&gt;"A essa hora a terra dorme", disse Ela.&lt;br /&gt;"A nossa hora. Quantas vezes seguimos despertados enquanto a &lt;br /&gt;terra dormia ao nosso redor", completou.&lt;br /&gt;Mas, fazer fogo em casa, para comer. Ela caiu em si... &lt;br /&gt;não sabia cozinhar, nunca aprendera...&lt;br /&gt;Meu Deus!, Pensou, em pânico. Estou perdida. Tenho que &lt;br /&gt;descobrir rápido uma saída...&lt;br /&gt;Lembrou-se, então, dos seus jantares, na noite, em frente ao &lt;br /&gt;computador... teclando... amando..&lt;br /&gt;Sorriu prazerosamente...&lt;br /&gt;"O que foi", perguntou Ele?&lt;br /&gt;"Estou rindo de mim mesma, da minha incapacidade culinária. &lt;br /&gt;Você não tem idéia do que me ocorreu agora", disse ainda &lt;br /&gt;sorrindo.&lt;br /&gt;"O que foi", repetiu...&lt;br /&gt;"Não tem idéia?"&lt;br /&gt;Riram juntos... gargalharam...&lt;br /&gt;A pizza..&lt;br /&gt;A pizza nossa de cada dia!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108138794302514845?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108138794302514845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108138794302514845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_04_archive.html#108138794302514845' title=''/><author><name>MCV</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108135842411282155</id><published>2004-04-07T13:20:00.000-04:00</published><updated>2004-04-07T19:12:40.780-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tens consciência de que vais ter nesta paisagem uma dura concorrência?&lt;br /&gt;Acordou com estas palavras&lt;br /&gt;A luz ténue recortava-o contra os vidros. Ali estava de costas, afundado agora num olhar que ela previa ser errante.&lt;br /&gt;Depois um sorriso descreveu uma curva no ar e tombou-lhe junto ao rosto.&lt;br /&gt;Já encontraste o nome para os romeiros de Brasília? Não serão peregrinos que não vêm per agro, não serão romeiros que não se vão a Roma, nem palmeiros que não carregam palmas... Encontra um. C’est a vous de choisir...&lt;br /&gt;Boscantes, buscantes&lt;br /&gt;Buscantes?&lt;br /&gt;Ou Boscantes. Um dia lhe falarei de Dom Bosco.&lt;br /&gt;Dom Bosco?&lt;br /&gt;Sim. &lt;br /&gt;Um peregrino, também?&lt;br /&gt;Um sonhador.&lt;br /&gt;Ao proferir esta palavra, deu-se conta de que transferia assim também os seus sonhos para junto dos dele.&lt;br /&gt;Já ele tombava sobre o seu peito e encaixando-se nele, dizia quase imperceptívelmente Dom Bosco... tem nome de santo...&lt;br /&gt;E virou-se, com um ar que ela definiu como traquinas:&lt;br /&gt;Agora, busquemos a praça. Partilhemos com os homens a bem-aventurança. Subamos ao monte.&lt;br /&gt;Qué isso? Tá frenético?&lt;br /&gt;Não. Mas confesso que tou com fome. Conduz-me agora aos prazeres da gula.&lt;br /&gt;A esta hora?&lt;br /&gt;Pois é, nem sei que horas são. Mas a esta hora é dia sobre as minhas árvores, quase posso ouvir os pássaros nos fios do telefone. Da janela que não mais verei.&lt;br /&gt;Não?&lt;br /&gt;Não. História comprida essa, cem anos inteiros. Mas vamos à praça. Apresenta-me o paraíso que adormecido parece.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108135842411282155?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108135842411282155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108135842411282155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_04_archive.html#108135842411282155' title=''/><author><name>MCV</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108129970240190381</id><published>2004-04-06T21:01:00.002-04:00</published><updated>2004-04-07T19:12:57.293-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Um frio percorreu o corpo.... Dela... Dele...&lt;br /&gt;Estariam em surto, transe?&lt;br /&gt;Era a retomada do momento... outro, sonhado, teclado, &lt;br /&gt;imaginado...&lt;br /&gt;O beijo... ah.. o beijo...&lt;br /&gt;Suave, terno, acariciava toda a sua alma, seu ser... &lt;br /&gt;inteiros , ali... entregues...&lt;br /&gt;Ela... Já não sabia se sonhava ou vivia. &lt;br /&gt;Não queria saber...&lt;br /&gt;Agora, não importa. Não queria acordar....&lt;br /&gt;Estava mesmo no verdadeiro paraíso do Planalto Central, Entre &lt;br /&gt;os paralelos de 15º e 20º tal qual o sonho do idealizador, o &lt;br /&gt;sonho de Dom Bosco. &lt;br /&gt;Engraçado pensar nas palavras de um santo num momento &lt;br /&gt;desses...era mesmo um momento iluminado... sorrira, de lado, &lt;br /&gt;num canto da mente&lt;br /&gt;Recapitulava as palavras, da história.. da visão.. do &lt;br /&gt;santo... vírgula por vírgula...  &lt;br /&gt;"Entre os paralelos de 15º e 20º havia uma depressão bastante &lt;br /&gt;larga e comprida, partindo de um ponto onde se formava um &lt;br /&gt;lago. Então, repetidamente, uma voz assim falou: ...quando &lt;br /&gt;vierem escavar as minas ocultas, no meio destas montanhas, &lt;br /&gt;surgirá aqui a terra prometida, vertendo leite e mel. Será &lt;br /&gt;uma riqueza inconcebível...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era mesmo o paralelo... o universo paralelo...&lt;br /&gt;Havia a depressão... formava-se o lago e,&lt;br /&gt;ali estavam a escavar as minas ocultas, no meio das &lt;br /&gt;montanhas...&lt;br /&gt;Era a terra prometida, vertendo leite e mel!&lt;br /&gt;Uma riqueza inconcebível...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivia sua visão pessoal.. seu sonho... sua realidade.... &lt;br /&gt;agora, tocada.. trocada...&lt;br /&gt;Sonho sonhado em  30 de agosto de 1883, por Dom Bosco (santo &lt;br /&gt;italiano, nascido em 1815 e fundador da Ordem dos Salesianos. &lt;br /&gt;Bem longe do mundo espiritual, na terra, os dois, ali...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sonho vivido pelos dois... &lt;br /&gt;111 anos de atraso... de adianto...&lt;br /&gt;Juntos... era mesmo um sonho...o mesmo sonho da terra &lt;br /&gt;prometida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mãos dele percorreram-lhe o corpo.. dela...&lt;br /&gt;A luz da rua iluminava o cômodo na penumbra... &lt;br /&gt;Enxergavam seus vultos,  um ao outro... sombras, desejos...&lt;br /&gt;Ela... Puxou-o contra si. Sentiu o toque dos corpos... soltou &lt;br /&gt;um suspiro...&lt;br /&gt;Respirava profundamente.. intercalava, arejando os pulmões &lt;br /&gt;com suspiros curtos.... queria estar ali, 'Deus, como &lt;br /&gt;queria!' Como desejara tudo aquilo...&lt;br /&gt;Ele....Tocou-lhe o ventre... dela... &lt;br /&gt;Ela...contraiu-se... ternamente&lt;br /&gt;Ele... beijou-lhe  o pescoço... a nuca...&lt;br /&gt;Ela... curvou-se... encolheu-se...novamente estremeceu&lt;br /&gt;Ele... abaixando-se... beijando-lhe novamente &lt;br /&gt;...o ventre....&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108129970240190381?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108129970240190381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108129970240190381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_04_archive.html#108129970240190381' title=''/><author><name>MCV</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108129968558370608</id><published>2004-04-06T21:01:00.001-04:00</published><updated>2004-04-07T19:13:13.530-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Como num passe de mágica, tinha na sua frente uma flôr real da mesma côr do pequeno ícone de tantas noites...&lt;br /&gt;E um beijo, um beijo bem real, fervente. &lt;br /&gt;Não houvera palavras, nem um nome fora dito.&lt;br /&gt;As palavras já tinham sido trocadas tanta vez noite adentro.&lt;br /&gt;Tombaram junto da janela. Lá fora, a noite caía com esse azul vermelho que só as asas de Brasília conseguem sobraçar.&lt;br /&gt;Nunca tinha passado por nada igual.&lt;br /&gt;Nada, mesmo nada, em sua vida a poderia ter preparado para um encontro assim.&lt;br /&gt;Muito suave, muitíssimo suave, uma música que ela não conhecia soava. Embalava:&lt;br /&gt;Somewhere she’s crying for me.... Hold on...&lt;br /&gt;Quando ele a desentrelaçou, mirando-a como se todo o mundo se concentrasse nos seus olhos, ela percebeu uma fugaz dispersão pela janela.&lt;br /&gt;E então ouviu. Ouviu a voz.&lt;br /&gt;“Não poderia nunca saber que Brasília, a nossa Brasília, era o verdadeiro paraíso.”&lt;br /&gt;Olhava agora para a janela. Com fascinação no olhar. Qualquer coisa derradeira. Uma chegada última e definitiva.&lt;br /&gt;A voz baixa prosseguiu num sotaque distante e talvez misterioso:&lt;br /&gt;“Inventaremos um nome para os romeiros de Brasília! Nome esse que jamais será aplicado a outro que não eu!”&lt;br /&gt;E de novo a beijou, uma vez, outra e muitas mais.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108129968558370608?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108129968558370608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108129968558370608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_04_archive.html#108129968558370608' title=''/><author><name>MCV</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108129966668717593</id><published>2004-04-06T21:01:00.000-04:00</published><updated>2004-04-07T19:13:36.936-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Virou-se, não enxergou nada. A luz que atravessava a janela &lt;br /&gt;cegava-lhe a vista. Arabella não pode ver.. estava cega... de &lt;br /&gt;paixão.&lt;br /&gt;Foi quando sentiu. Uma brisa passou pelo seu corpo. Arrepiou-&lt;br /&gt;se. Sentiu a doce sensação de ter seu corpo envolvido. &lt;br /&gt;Suspirou.. sentiu-se bem...&lt;br /&gt;O vento... a brisa... era ele! Tinha certeza que era ele!&lt;br /&gt;Continuava no contra-luz. Foi assim mesmo quando sentiu pegar-&lt;br /&gt;lhe a mão. Estremeceu. Fechou os olhos por alguns segundos. &lt;br /&gt;Continuava cega... &lt;br /&gt;Foi assim mesmo...&lt;br /&gt;Guiada por ele, atravessou o cômodo... &lt;br /&gt;O bem-estar e a alegria de estar ali naquele momento, naquele &lt;br /&gt;instante, como sonhara, superava a  incerteza e a dúvida de &lt;br /&gt;não enxergar o outro...&lt;br /&gt;Arriscou...&lt;br /&gt;A mensagem era clara: ultrapassara o limite do virtual na &lt;br /&gt;busca do sonho real. A mão, agora em seu ombro...&lt;br /&gt;A luz, o contra-luz caiu... Pode ver então...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108129966668717593?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108129966668717593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108129966668717593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_04_archive.html#108129966668717593' title=''/><author><name>MCV</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6738340.post-108129963591874328</id><published>2004-04-05T21:00:00.000-04:00</published><updated>2004-04-07T19:14:16.200-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Do outro lado das teclas &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You have 1 new mail message&lt;br /&gt;Às vezes, esta mensagem trazia-lhe à memória o cheiro da velha caixa do correio e a expectativa de ver a esquina de um envelope branco contra o alumínio do fundo.&lt;br /&gt;Abriu.&lt;br /&gt;Abra o attachment sem medo de vírus da vida – era o texto.&lt;br /&gt;Abriu. Um mapa da mina. Um extracto de planta de alguma cidade e um X marks the spot.&lt;br /&gt;Debruçou-se sobre o écran, ampliou a imagem e percebeu tudo.&lt;br /&gt;Nem precisou de mais.&lt;br /&gt;You have 1 new mail message&lt;br /&gt;BLOCO F. AP. 405&lt;br /&gt;Claro! Como saberia em que porta bater?&lt;br /&gt;Caminhou até lá. Não havia necessidade de correr, não havia pressa de chegar. Todo o tempo do mundo para apreciar a expectativa. Mas não conseguia ater-se no movimento das ruas. Só olhava as árvores e o céu, nada mais.&lt;br /&gt;O porteiro lhe disse que era esperada no 405. &lt;br /&gt;Elevador.&lt;br /&gt;Sabia e não sabia o que a esperava. &lt;br /&gt;Sorriu com a lembrança da velha proposta: “Pode vir que não tem ninguém em casa.” E nesse caso não tinha mesmo.&lt;br /&gt;Mas sabia que não seria isso. Nada disso. &lt;br /&gt;Enganou-se ao sair, caminhou para o lado errado e cruzou-se com um casal de ar austero, que nem lhe sorriram nem a cumprimentaram.&lt;br /&gt;Era o que menos importava, agora.&lt;br /&gt;Fez meia-volta, encarou o casal mal-disposto e dirigiu-lhes um sonoro boas tardes. Continuou e viu a porta entreaberta. Agora sim. O guião se cumpria.&lt;br /&gt;Entrou. Na parede, um desenho colorido rasgado em três.&lt;br /&gt;Passou para a sala. Pouco mobiliário. Uma mesa e um PC portátil. Ligado. &lt;br /&gt;Uma janela de MSN. E lá estava a flor, selando como lacre a última conversa. Last message sent at...&lt;br /&gt;Na barra do windows, um documento do Word.&lt;br /&gt;Abriu.&lt;br /&gt;Entre no MSN com a sua senha. Apenas isso.&lt;br /&gt;Assim fez.&lt;br /&gt;&gt;Boa tarde. Espero que goste da surpresa.&lt;br /&gt;&gt;Que surpresa? Um apartamento vazio?&lt;br /&gt;&gt;E um desenho rasgado... às vezes me interrogo quem teria o desplante de rasgar uma obra dessas...&lt;br /&gt;&gt;Já rasgou tudo o que tinha a rasgar?&lt;br /&gt;&gt;Já rasgou tudo O QUE TINHA A RASGAR?&lt;br /&gt;&gt;SUMIU?&lt;br /&gt;&gt;SUMIU?&lt;br /&gt;Assim irritada, nem se apercebeu do puxão na camisola...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6738340-108129963591874328?l=dooutroladodasteclas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108129963591874328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6738340/posts/default/108129963591874328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dooutroladodasteclas.blogspot.com/2004_04_04_archive.html#108129963591874328' title=''/><author><name>MCV</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
